Barcelona responde a denúncia contra Laporta por branqueamento de capitais

Rafa Yuste
Rafa YusteAITOR ALCALDE / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O clube blaugrana emitiu um comunicado oficial, após ter sido publicada no El Periódico uma informação que assegurava que Joan Laporta e vários dirigentes tinham sido denunciados na Audiência Nacional por alegados crimes de branqueamento de capitais e recebimento de comissões indevidas.

O Barcelona garante que a informação se baseia numa denúncia analisada e desmentida há alguns dias, que a notícia é "falsa ou gravemente manipulada" e anuncia medidas legais.

Este é o comunicado na íntegra:

1. Em 15 de janeiro de 2026, determinados jornalistas de dois órgãos de comunicação social e uma organização denominada ORGANIZED CRIME & CORRUPTION REPORTING PROJECT (OCCRP) contactaram o clube para confrontar uma informação e supostos documentos que comprovariam ou seriam a base dos factos que hoje surgem na notícia publicada.

2. De acordo com os procedimentos internos do clube, a informação recebida foi analisada preliminarmente com o objetivo de avaliar a sua verosimilidade, consistência e credibilidade, tendo sido realizadas as devidas verificações internas e externas. Como resultado dessa análise, foi possível constatar que a informação era inverosímil e alheia à realidade, e que se fundamentava, presumivelmente, em documentação falsa ou gravemente manipulada, pelo que o clube, em 19 de janeiro, respondeu devidamente a esta organização e aos jornalistas, indicando-lhes expressamente que a informação que pretendiam confrontar era total e absolutamente falsa e que os documentos sobre os quais alegavam que se baseava (sem os terem visto), sem dúvida, seriam falsos e/ou manipulados.

"Indícios de falsidade"

3. O clube agradeceu igualmente aos jornalistas por terem confrontado a informação, ao mesmo tempo que lhes pediu que, tendo conhecimento desta situação, se abstivessem de publicar uma notícia por ser esta radicalmente falsa.

4. Segundo apurou o clube, esta informação falsa foi oferecida a vários órgãos de comunicação social do Estado (sic). Nenhum deles a publicou, dado que todos evidenciaram claros indícios de falsidade.

5. O clube desconhece os detalhes da denúncia apresentada a que a notícia em questão faz referência, embora os pormenores publicados coincidam com a informação que o clube desmentiu expressamente em 19 de janeiro de 2026.

6. Caso se confirme a identidade dos factos, o clube:

• Iniciará de imediato as medidas legais adequadas contra o(s) sócio(s) em causa por apresentação de denúncia falsa, falsificação documental, calúnias e qualquer outra que seja pertinente face à denúncia.

• Solicitará à Comissão de Disciplina do clube que abra o respetivo processo disciplinar contra o(s) sócio(s) em causa, pedindo que sejam aplicadas as medidas disciplinares mais severas, independentemente de a denúncia ser admitida ou não.

• Analisará as medidas que sejam adequadas contra o órgão de comunicação social que publicou a notícia, sabendo, de forma inequívoca, que a denúncia se baseia em informação e documentação falsa e sem incluir a versão do clube sobre estes factos, que foi recebida oportunamente.

• Agirá com total firmeza e determinação contra os meios e/ou particulares que deem como verdadeira uma informação que é totalmente falsa.

7. O clube solicita que, sempre, mas especialmente durante o processo eleitoral em curso, os órgãos de comunicação social confrontem com o clube as informações que possam afetar negativamente tanto a imagem do clube como a dos seus pré-candidatos antes de as publicarem, bem como que se abstenham de publicar informações sobre factos que sabem ser falsos.

Além disso, o clube disponibilizará à Junta Eleitoral toda a informação de que dispõe sobre este assunto, para que possam verificar a realidade da situação e alertar os pré-candidatos para as consequências da utilização de notícias e informações falsas durante este processo eleitoral.

O Barcelona lamenta que esta ação e publicação ocorram em pleno contexto eleitoral e entende que esta ação poderá corresponder a uma tentativa ilegítima de alterar o normal desenvolvimento do processo democrático, um dos valores fundamentais do Clube, com o objetivo de condicionar ou manipular a soberania dos sócios e sócias do FC Barcelona.