"A decisão de que não jogue no Sevilla é minha", revelou José María del Nido Carrasco numa entrevista ao programa 'La Jugada de Sevilla', do Canal Sur Radio.
O atual dirigente, muito contestado por todos os setores do sevillismo, explicou as razões dessa decisão. "Era incompatível que pudesse tornar-se dono do Sevilla e, ao mesmo tempo, estar a jogar. Podia acontecer que o dono do Sevilla estivesse a ser treinado pelo Almeyda. Fui eu quem disse que, para mim, era incompatível. Além disso, não temos margem salarial disponível e ele não poderia jogar de graça".
Neste sentido, importa recordar que a LaLiga tem critérios definidos e não permite que qualquer futebolista da primeira ou segunda divisão possa jogar sem receber, pelo menos, o salário mínimo profissional estabelecido. No caso do Sergio Ramos, o mínimo não seria esse, mas sim uma percentagem baseada nos salários das últimas épocas. E no México foi muito bem remunerado...

Apesar de não ser ele próprio a conduzir o processo de venda, na mesma entrevista à rádio autonómica andaluza, Del Nido reconheceu que sabe, pelo círculo do Sergio Ramos, "que está subscrito um processo para iniciar uma 'due diligence'", ou seja, uma auditoria para conhecer a situação real, em termos económicos, do clube andaluz.
Referiu-se ainda aos cânticos contra si de uma massa adepta que lhe pede constantemente que se vá embora. "Tenho a consciência tranquila, reduzimos as despesas do Sevilla, que eram insustentáveis sem a Champions. Uma coisa é o teu estádio cantar-te 'Júnior, vai-te embora' e outra é 'Júnior, morre'. Muitas noites, a cabeça faz-me questionar se vale a pena continuar. Aceito ser o vilão desta parte da história, mas sinto-me com forças e o meu sevillismo e a minha responsabilidade não me permitem fugir".
