Javier Tebas abordou esta questão numa entrevista ao ABC.
Sobre a compra de jogos, ao ser questionado pelo ‘caso Negreira’: “Vivemos num Estado de Direito e as regras são as que são. Fomos os primeiros a ir ao Ministério Público, não foi o Real Madrid, e continuámos sempre de acordo com a Lei. Depois há a questão da Lei do Desporto, que não é da minha responsabilidade, e que prevê uma prescrição ao fim de três anos dos factos".
"Defendi que a prescrição para este tipo de delitos devesse ser de muitos mais anos. Mas o que também é evidente é que o Barcelona não pagou a árbitros como parece que a narrativa sugere”, acrescentou Javier Tebas.
"Os factos têm de ser julgados"
Quando questionado sobre o que teria pago o Barcelona, apresentou a sua argumentação.
"Vais dizê-lo a mim, que somos nós que estamos constituídos como assistentes e que defendemos que esse comportamento deveria ser punido com uma sanção desportiva. Mas uma coisa é o âmbito penal. E afirmar que se compravam árbitros e que, se não marcam um penálti sobre o Vinicius em Pamplona, a culpa era do Negreira, como, se não me engano, disse o Florentino numa assembleia de sócios...", explicou.
"Com isso estou absolutamente em desacordo, porque não corresponde à verdade. Os factos têm de ser julgados, estão a ser julgados e a Justiça, no âmbito penal, vai decidir o que existe, se há ou não crime", concluiu Javier Tebas.
