No caso da Aranha, é preciso recuar até abril de 2024 para encontrar uma seca tão prolongada no campeonato. Nessa altura, o argentino representava o Manchester City e nem sempre tinha os minutos desejados, embora tenha somado, ainda assim, 10 jogos consecutivos sem marcar (os meses de fevereiro e março completos e, além disso, grande parte de abril; até que, no dia 25, marcou na deslocação a Brighton).
A situação atual, como se de um déjà vu se tratasse, é semelhante. Mas tudo mudou desde então: já não compete na Premier League, mas sim na LaLiga, e agora defende os interesses do Atlético em vez dos do Manchester City. As más fases dos avançados, como se vê, não conhecem fronteiras nem camisolas.

Os últimos golos de Julián foram na Liga dos Campeões, palco dos grandes jogadores. No entanto, o dado continua a pesar demasiado no que diz respeito à competição regular: não marca desde a 11.ª jornada, a 1 de novembro passado frente ao Sevilha, e nessa ocasião foi de penálti. Se deixarmos de lado esse remate da marca dos 11 metros, é preciso recuar ao dérbi com o Real Madrid, no final de setembro.
O balanço dos colchoneros a partir desse duelo com os andaluzes é igualmente positivo, pois somaram sete vitórias, um empate – diante da Real Sociedad – e duas derrotas – frente ao Barcelona e ao Athletic Bilbao. Esses resultados, contudo, são insuficientes para lutar por mais do que o terceiro lugar, o mínimo dos objetivos para o conjunto orientado por um Simeone determinado a continuar a confiar no 19.
