LaLiga: André Silva volta aos golos, mas Real Sociedad vence com assistência de Guedes (3-1)

Oyarzabal no momento em que remata para a baliza deserta e faz o 2-0
Oyarzabal no momento em que remata para a baliza deserta e faz o 2-0Juan Manuel Serrano Arce / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

A Real Sociedad está em grande momento de forma e já olha para os lugares europeus depois de bater o Elche por 3-1, em partida a contar para a LaLiga. O português André Silva voltou aos golos na equipa que conta também com Martim Neto, mas não impediu o desaire diante da equipa basca, que contou com contribuição importante de Gonçalo Guedes na assistência para o primeiro golo.

Recorde as incidências da partida

A adrenalina da passagem às meias-finais da Taça do Rei ameaçou desaparecer para a Real quando o Elche assumiu o controlo logo desde o pontapé de saída. Não tanto pelo seu futebol de posse, lento e com muitos passes laterais ou para trás, mas sim pela pressão alta, que sufocou o adversário e permitiu bons contra-ataques. Num deles, Remiro evitou o golo ilicitano a André Silva. Noutro, o calcanhar de Niang passou muito perto do alvo.

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

Com tantas perdas de bola e dificuldades na saída, Zubeldia optou por lançar bolas longas para Guedes. Que precisão do central, digno dos melhores tempos de Kroos. Isso permitiu duas coisas: subir no terreno e incomodar. Não foi por acaso que outros, como Odriozola, seguiram o exemplo do colega. O lateral, rejuvenescido, avançou para Guedes, que encontrou Sucic sozinho na área. O croata falhou o primeiro remate com o pé direito, pois é canhoto puro. Mas a bola ficou-lhe entre os pés e, com o esquerdo, disparou para o fundo da baliza de Iñaki Peña, fazendo o 1-0.

Foi o último contributo do médio. Cinco minutos depois, ainda antes da meia hora, saiu lesionado com problemas musculares. Mas a sua ausência não se fez sentir. E menos ainda quando, pouco depois, a Real já festejava o 2-0. Martim Neto atrasou para o seu guarda-redes e Oyarzabal, atento, antecipou-se, livrou-se de Iñaki Peña e marcou para a baliza deserta.

É assim o futebol. O Elche dominava, tinha a posse, mas com boa organização e a gerir o esforço, os txuri-urdin estavam a vencer. Mas quando os visitantes pareciam mais frágeis... conseguiram o 2-1. Iñaki Peña lançou longo, Álvaro Rodríguez desviou de cabeça e André Silva, a fazer valer a lei do ex, rematou de pé esquerdo e bateu Remiro mesmo em cima do intervalo.

Ficava tudo por decidir na segunda parte. A Real entrou melhor, com mais agressividade. Chegou mesmo a festejar outro golo, mas Pablo Marín iniciou a jogada ligeiramente adiantado, por isso a celebração foi interrompida pela chamada do VAR. Quem voltou a travar André Silva foi Remiro, num novo duelo isolado em que o internacional espanhol defendeu com o ombro. 

O jogo tornou-se então num autêntico vaivém, o que interessava mais à equipa de Eder Sarabia do que à de Matarazzo. Apesar das aproximações a ambas as áreas, as verdadeiras oportunidades eram escassas. O físico e o duelo corpo a corpo prevaleciam sobre a qualidade técnica. Ainda assim, tudo podia mudar num instante. Oskarsson teve a ocasião mais flagrante, mas a sua finalização ao segundo poste, com a baliza aberta, saiu por cima da barra. Como não ficou satisfeito, o islandês voltou a tentar a sorte após uma bola ganha por Gorrotxa no meio-campo e, desta vez, assinou mesmo o 3-1.

Estatísticas do encontro
Estatísticas do encontroOpta by Stats Perform