LaLiga: Betis superioriza-se no dérbi de Sevilha (0-2), Villarreal vence Real Sociedad (2-3)

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Betis foi superior no dérbi da cidade de Sevilha
Betis foi superior no dérbi da cidade de SevilhaFRAN SANTIAGO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Num duelo que há pouco tempo tinha como protagonistas dois adversários diretos na luta pelos lugares de Liga dos Campeões, o Villarreal, com Renato Veiga no banco, conquistou o terreno de uma Real Sociedad, com Gonçalo Guedes no onze, que acabou por sucumbir à beira do objetivo, depois de ter feito o mais difícil. O grande dérbi da capital andaluza, um dos encontros mais emblemáticos da LaLiga e quase um ritual religioso na cidade, foi conquistado pelo clube de Heliópolis graças aos golos de Pablo Fornals e Sergi Altimira na segunda parte.

Sevilha 0-2 Betis

O dia 30 de novembro estava assinalado no calendário devido ao tão aguardado confronto entre o Sevilha e o Real Betis Balompié, cujo desfecho é sempre imprevisível, independentemente das dinâmicas, ausências ou qualquer outro fator que se possa imaginar. Apesar de tudo isso ficar em segundo plano, a verdade é que o duríssimo choque entre Isco Alarcón e Sofyan Amrabat durante a vitória frente ao Utrecht causou grande inquietação no seio verde e branco. Ambos foram descartados, tal como o castigado Antony.

Notas dos jogadores
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Os anfitriões, também privados de jogadores como Gabriel Suazo ou Rubén Vargas, começaram por controlar a posse de bola sem, no entanto, incomodar Álvaro Valles. Aos poucos, porém, a equipa de Manuel Pellegrini subiu as linhas e aproximou-se da área adversária, ainda que sem criar verdadeiro perigo. As ausências referidas, o receio de falhar, a tensão... seja como for, o certo é que o grande jogo da jornada estava mais próximo de ser um castigo do que um espetáculo.

Uma excelente jogada individual de Chidera Ejuke terminou num remate desenquadrado de Djibril Sow, logo após a meia hora. Nem foi preciso o guarda-redes visitante intervir... na única aproximação dos homens de Matías Almeyda durante o primeiro tempo. Bem mais clara foi a oportunidade de Ez Abde aos 37 minutos, ao aproveitar a fragilidade defensiva do adversário, habituado a cometer erros grosseiros, e que se salvou graças a uma defesa segura de Odisseas Vlachodimos.

No reatamento, Alfon González tentou a sua sorte e, finalmente, um jogador do Sevilha conseguiu rematar à baliza. O remate inofensivo do jovem formado no Celta acabou por não ter qualquer consequência, pois surgiu o 0-1, da autoria de Pablo Fornals, que fez tudo sozinho: roubou a bola perante a condução negligente de Batista Mendy, ultrapassou todos os que lhe apareceram pela frente e finalizou com enorme classe, silenciando o templo de Nervión.

Perante a ameaça do 0-2 por Pablo García e a falta de resposta da sua equipa, o Pelado optou por uma dupla substituição de cariz ofensivo: Isaac Romero e Alexis Sánchez entraram em campo. De pouco serviu, pois foi o recém-entrado do outro lado, Sergi Altimira, quem deixou a sua marca no jogo com um remate espetacular dentro da área, numa jogada de bola parada. Que forma de se estrear a marcar na LaLiga.

O segundo aviso pela aparelhagem sonora devido à chuva de objetos levou Munuera Montera a ativar o protocolo e o duelo ficou interrompido durante alguns minutos. E tudo isto depois de Romero ter visto o vermelho direto por uma entrada fora de tempo, evidenciando o sentimento generalizado de frustração. Este contexto apenas serviu para adiar o que já era inevitável: o triunfo de um Betis que não vencia em terreno rival desde 6 de janeiro de 2018 (num inesquecível 3-5).

Estatísticas da partida
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Real Sociedad 2-3 Villarreal

A ausência de Mikel Oyarzabal por lesão foi um duro golpe para a equipa donostiarra e até para o público neutro, ainda mais tendo em conta o seu excelente momento tanto no clube como na seleção. Outros jogadores tinham de assumir responsabilidades, sobretudo no ataque, para tentar colmatar essa baixa dolorosa. E Takefusa Kubo, muito ativo nos minutos iniciais, pareceu empenhado em recuperar a sua melhor versão.

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Os anfitriões controlaram a posse de bola e criaram algumas oportunidades que não conseguiram concretizar. As aproximações sucediam-se, mas entre faltas ofensivas e situações de fora de jogo, Luiz Júnior mantinha as luvas limpas. Pouco depois do primeiro quarto de hora, Pape Gueye viu o cartão amarelo e confirmou a sua ausência por castigo para o jogo frente ao Getafe. No entanto, com um plantel tão profundo, estes contratempos são mais facilmente ultrapassados.

O golo que desfez o empate foi apontado por Ayoze Pérez, que aos 31 minutos finalizou uma excelente jogada em que Alfonso Pedraza assistiu após chegar à linha de fundo. E por essa mesma zona do campo, agora com Santi Comesaña a surpreender depois de mais um bom movimento sem bola, nasceu a jogada que podia ter resultado no 0-2; só a má finalização de Gerard Moreno impediu que Álex Remiro, magoado após um choque com um defesa, tivesse de ir buscar a bola ao fundo das redes.

A Real demorou mais do que o esperado a reagir, mas dispôs de duas oportunidades em lances de bola parada já nos descontos: Aritz Elustondo tentou a sua sorte de cabeça e Brais Méndez procurou surpreender num livre lateral. A última, porém, aconteceu na área contrária, já que Alberto Moleiro ameaçou com um excelente remate à entrada da área que o guarda-redes da casa travou com o joelho.

Pedraza, que mais tarde esteve perto de ser expulso logo após ser admoestado, não baixou o ritmo na segunda parte e uma das suas típicas arrancadas obrigou Remiro a uma grande defesa para evitar o golo de um Villarreal que acabou por ampliar a vantagem após uma perda de bola de Soler perante Mouriño. Num piscar de olhos, a equipa de Castellón voltou a castigar o adversário com um potente remate de Moleiro que quebrou as teias de aranha (57').

No momento em que os txuri-urdines mais precisavam, surgiu o ex-Valencia para se redimir do erro anterior com um remate magistral digno de ser ensinado nas academias, tal a dificuldade do gesto técnico que permitiu a execução. Motivados pelo golo, os blanquiazules viram outro avançado com passado no Valencia, o português Guedes, ameaçar o empate por duas vezes, uma delas após uma perda comprometedora do recém-entrado Parejo.

Soto Grado perdeu completamente a paciência e mostrou cartão sempre que havia o mínimo motivo. Entre os protagonistas deste capítulo, um Ander Barrenetxea que, com o passar dos anos, não se lembrará do cartão, mas sim do grande golo que marcou num livre que bem poderia ter sido cobrado por Andrea Pirlo ou David Beckham no passado (87'). E quando os adeptos já sonhavam com a reviravolta, o ex-Las Palmas assinou o seu segundo golo com uma finalização eficaz (90+4').

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