Getafe 0-1 Sevilha
São duas equipas intensas que não se destacam propriamente por proporcionar grandes espetáculos ao fim de semana, por isso ninguém esperava um domingo memorável. Sem o castigado Matías Almeyda no banco e após a homenagem a Mauro Arambarri pelos seus 250 jogos como azulão, a bola começou a rolar sob um sol radiante que não fazia justiça ao que se adivinhava no relvado do Coliseum.

A vitória era útil para ambos, sobretudo para a equipa andaluza, que só tinha vencido um dos seus últimos nove compromissos oficiais, mas nenhum dos dois mostrou vontade de a procurar. Os adeptos assistiam a uma ode à mediocridade e à apatia. Sem ataques, sem remates, sem entretenimento, sem emoção, sem vontade. Em suma, o oposto do que se espera do futebol.
O único momento interessante da primeira parte surgiu mesmo antes da meia hora, e até é de agradecer perante a ausência de acontecimentos relevantes. Num lance dividido, o central Djené Dakonam chegou atrasado à bola e acabou por pisar Gabriel Suazo, que ficou dorido sobre o relvado. Os anfitriões desesperaram, especialmente um Juan Iglesias que foi admoestado devido aos protestos após a expulsão do togolês.
As entradas de Chidera Ejuke e Adnan Januzaj ao intervalo não pareciam alterar nada. Entretanto, Tanguy Nianzou estava a preparar-se para ser substituído, como acabou por acontecer, na sequência de uma entrada inexplicável no meio-campo sobre um adversário de costas e à espera de receber contacto. O cartão amarelo ao ex-Bayern traz prémio: é o quinto para ele nesta LaLiga, pelo que vai falhar o dérbi frente ao Real Betis.
Antes de Abqar se lesionar, os andaluzes quebraram o empate no seu primeiro remate à baliza: Januzaj enviou um passe rasteiro interessante para a área, Adams deixou-a de frente e Sow finalizou com um verdadeiro passe para a rede. Soria podia ter feito mais, já que a bola passou-lhe por baixo da mão esquerda (64'). Sem praticamente procurar, o conjunto hispalense encontrou ouro e estava numa posição ideal para garantir a vitória.
Alguma ameaça pontual de 0-2 e um pedido de grande penalidade por parte dos jogadores do Getafe, sem consequências, na reta final do duelo disputado no sul da capital. Satriano, de facto, teve o empate nos seus pés em pleno assalto local, ao qual o Sevilha conseguiu resistir. Este resultado deixa ambos na zona intermédia da tabela, com 29 pontos, embora com os lugares de descida a apenas cinco unidades, aguardando o que acontecerá no resto da jornada.

