Recorde as incidências da partida
Terminar a primeira volta fora da zona de descida ou conquistar a primeira vitória como visitante precisamente a meio da temporada. Estes eram os dois objetivos de gironinos e osasunistas em Montilivi. Os anfitriões tentaram impor-se desde o início através da posse de bola, mas foram os visitantes que, com um futebol mais direto, criaram mais perigo junto à baliza de Gazzaniga. Javi Galán, já titular no lado esquerdo, criou duas oportunidades com cruzamentos, mas nem Moncayola nem Budimir conseguiram finalizar.

À equipa de Míchel Sánchez faltava profundidade. Tsygankov tentava pela direita e Bryan Gil pela esquerda, mas tiveram de esperar quase 20 minutos para criar o primeiro aviso, com uma bola solta na área que Álex Moreno rematou para a bancada com o pé direito, o seu pior. Tsygankov esteve ainda mais perto, num livre direto que saiu a rasar o poste. Mas rapidamente o Osasuna voltou a carregar. Primeiro, Víctor, que com tudo a favor, também rematou muito mal. Depois Budimir, que atirou de primeira, mas sem pontaria, após um cruzamento de Rosier junto à linha de fundo.
O jogo estava naquele equilíbrio em que qualquer detalhe podia fazer a diferença... e quando o intervalo se aproximava, Álex Moreno inventou uma jogada à entrada da área que terminou com um cruzamento para Vanat, que recorreu a um gesto técnico extraordinário, usando o interior do calcanhar, para surpreender Sergio Herrera e fazer o 1-0.
A segunda parte começou feia, com demasiadas interrupções. Mas os jogadores de classe não estão feitos para faltas ou truques, mas sim para dar espetáculo. Tsygankov tentou a sua sorte, mas Herrera adivinhou-lhe as intenções. A resposta veio de Rubén García, que disparou com o pé esquerdo e fez tremer a barra. Na recarga, Moncayola, com Gazzaniga já no chão, atirou para fora, quase até Pamplona. Que ocasião.
Foram momentos de autêntico vaivém, com alguma loucura à mistura. Mais uma vez Herrera foi obrigado a evitar o segundo golo dos gironinos, e um minuto depois Vanat viu anulado o que seria o 2-0 por um fora de jogo milimétrico. Isso deu ânimo aos rojillos, que com Rubén García ao comando voltaram a ameaçar o empate num livre direto.
Ainda faltava um quarto de hora e tudo podia acontecer. O empate esteve muito perto, mais do que nunca, mas o cabeceamento de Torró, que saltou com autoridade e sozinho na marca de penálti, passou a rasar o poste da baliza dos gironinos. A partir daí, muitos parados, muita confusão. A tensão sentia-se no ar. O pior aconteceu já nos descontos, quando Lass cravou o joelho no peito de Aimar e foi expulso. Instalou-se a confusão do ano. Elementos do banco do Osasuna entraram em campo para agarrar o jogador do Girona e até a segurança privada teve de intervir para acalmar os ânimos. Já nada mais aconteceu no relvado após o reatar da partida e o Girona pôde festejar o triunfo e afastar-se da zona de descida.

