LaLiga: Levante de Luís Castro perde em Bilbao (4-2), Vlachodimos brilha no empate do Sevilha (1-1)

Muñiz Ruiz, protagonista por uma expulsão bastante rigorosa
Muñiz Ruiz, protagonista por uma expulsão bastante rigorosaJUAN MANUEL SERRANO ARCE / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Um cartão vermelho extremamente rigoroso, polémico e provavelmente injusto a Alan Matturro penalizou o Levante de Luís Castro, que sucumbiu por 4-2 diante do Athletic Club de Bilbao em San Mamés e continuará, pelo menos, a quatro pontos da salvação. A situação do Sevilha não é muito melhor, com a equipa da Andaluzia em zona de manuntenção, mas por pouco, depois de empatar (1-1) em casa com o Girona.

Athletic 4-2 Levante

Sem ainda ter vencido no campeonato desde o início do ano e com apenas três pontos de vantagem sobre a zona de descida, a formação basca precisava de conquistar os três pontos frente a uma equipa que se encontra estagnada na antepenúltima posição. Uma eventual derrota complicava ainda mais a luta pela manutenção e colocava o conjunto de Ernesto Valverde nesse lote, isto apesar de, na época passada, ter garantido o direito de jogar nos melhores estádios da Europa. Já se viram coisas mais estranhas...

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

Nos minutos iniciais, Nico Serrano tentou a sua sorte com um remate de fora da área e o conjunto basco assumiu o controlo do jogo, algo que os adeptos exigiam. No entanto, aos poucos, os visitantes começaram a ter mais protagonismo com bola, graças a uma série de ataques que não criaram grandes dificuldades a Unai Simón. Um dos mais ativos do lado da casa foi Iñaki Williams, que marcou em Mestalla e garantiu a passagem às meias-finais.

Logo após o primeiro quarto de hora, Muñiz Ruiz decidiu que era altura de Alan Matturro ir para o balneário. Apesar de o uruguaio e o internacional ganês, que nem sequer tinha a bola controlada, se estarem a agarrar mutuamente, o árbitro expulsou o defesa. Este último, claro, também não demonstrou grande subtileza defensiva e, sem dúvida, nunca teria futuro como detetive privado.

Aos 29 minutos aconteceu o que já se adivinhava: excelente cruzamento de Iñigo Ruiz de Galarreta e cabeceamento magistral de Gorka Guruzeta, que até então pouco tinha aparecido, para inaugurar o marcador. E quando os granotas ainda não tinham recuperado desse golpe, o ex-Amorebieta voltou a marcar, desta vez com o pé direito, após passe do mais velho dos irmãos Williams.

Com poucas soluções, os valencianos só ameaçaram através de um remate desenquadrado de Iván Romero. A pior notícia para os bascos foi mais uma lesão muscular de Yuri Berchiche, que abandonou o relvado visivelmente irritado, consciente de que terá de parar algumas semanas numa fase crucial da temporada. A sua presença no dérbi basco da Taça está praticamente descartada, salvo uma reviravolta inesperada.

Athletic parecia ter pela frente uma segunda parte tranquila, cenário ideal para mexer no banco. Antes de o antigo treinador do Barça o fazer, Luís Castro tirou Carlos Álvarez e lançou Kervin Arriaga para dar mais consistência à equipa, apesar do resultado desfavorável; depois, o autor dos dois golos do encontro saiu de campo e despediu-se assim de qualquer hipótese de hat-trick (Robert Navarro foi o substituto).

Nico, que continua a lutar contra a pubalgia, mereceu os aplausos do San Mamés graças a uma jogada brilhante que quase resultou no 3-0. A ovação chegou pouco depois, quando foi rendido pelo jovem Selton. E, de forma totalmente inesperada, após um ressalto, Elgezabal marcou com uma fantástica bicicleta e devolveu a esperança a um grupo que se agarrou a uma pequena hipótese de pontuar, apesar de tudo estar contra si.

O Levante, sem tempo para reagir, sofreu o terceiro golo após uma perda de bola no seu meio-campo que Serrano aproveitou com um remate cruzado, aliviando os bascos. Mas, contra todas as expectativas, Olasagasti assinou mais um grande golo, como se fosse uma competição entre colegas, com um remate de primeira já nos descontos. E já no último lance do jogo, pouco depois de Arriaga sair de maca devido a um choque violento, Navarro fixou o resultado final em 4-2 ao concluir um contra-ataque.

Estatísticas da partida
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Sevilha 1-1 Girona

Há situações em que, quando tudo parece correr mal, ainda pode piorar. É o que está a acontecer ao Sevilha. Uma equipa sem futebol nem alma. Desde os jogadores até à direção, todos estão a irritar uma das massas adeptas mais fiéis da LaLiga. Não é de admirar, se a entrada em campo frente ao Girona é tão lamentável que, antes do segundo minuto, já se sofreu um golo. Por outro lado, é normal para a equipa mais batida do campeonato.

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Foi Lemar quem assinou o 0-1 após uma boa jogada de um antigo jogador da formação sevilhista, Bryan Gil. Depois de um passe de Rincón, Lemar praticamente não encontrou oposição para rematar da entrada da área, com o pé direito (!!), e deixar o Sánchez-Pizjuán em sobressalto.

Longe de reagir, ainda a lamber as feridas, só Odysseas Vlachodimos ergueu o orgulho de Nervión. Enquanto os seus colegas perseguiam sombras sem grande vontade, o guarda-redes salvava, uma e outra vez, golos feitos. Lemar voltou a estar perto de marcar antes de, em duas jogadas seguidas, os anfitriões visitarem a área catalã. Mas o mais perto que estiveram de marcar foi numa atraso de Blind que bateu no poste e Gazzaniga afastou. O guarda-redes defendeu também um bom remate de Peque. Terminou aí a reação sevilhista.

Logo a seguir, o Girona voltou a aproveitar a má pressão e o mau posicionamento do adversário. Fran Beltrán e Tsygankov, este por duas vezes em ocasiões claríssimas, podiam ter encaminhado a vitória. Mas Vlachodimos impediu-o, tornando-se gigante na defesa da sua baliza. Entre assobios dos próprios adeptos, os jogadores do Sevilha não acertavam uma. Entre apupos e gritos de demissão dirigidos a Del Nido Jr., chegou-se ao intervalo.

As alterações da segunda parte fizeram bem aos andaluzes, que regressaram com outra atitude. E embora Lemar e Rincón tenham avisado do seu perigo, a segunda parte jogou-se mais perto da baliza gironina: Gudelj tentou um remate tão bonito quanto desenquadrado, o canhoto Oso rematou com o pé direito à queima-roupa e Maupay, após uma defesa incompleta de Gazzaniga, falhou um remate de baliza aberta.

A dinâmica tinha mudado. Até o público trocou os assobios por incentivos. Mas o golo do empate continuava sem aparecer. Oso voltou a tentar de longe. Ficou perto. Já no tudo por tudo, na reta final, também Alexis Sánchez e Maupay tentaram a sua sorte sem sucesso. O Girona fechou-se na defesa, acumulando jogadores e tapando todos os espaços. Mas isso raramente resulta. E Kike Salas provou-o com um remate de pé esquerdo à entrada da área, após um escorregão de Echeverri, para fazer o 1-1.

Os sevilhistas animaram-se tanto que acreditaram poder vencer. No entanto, o que aconteceu foi que foram apanhados em contrapé e concederam um penálti já com o tempo praticamente esgotado. Stuani, tantas vezes herói, atirou para a sua direita e Odysseas adivinhou-lhe a intenção, salvando aquele ponto que tanto lhes custou conquistar.

Estatísticas da partida
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