Recorde as incidências da partida
Defrontavam-se as duas equipas com menos posse de bola do campeonato, por isso os adeptos podiam esperar algo semelhante à mítica prova da batata quente do Grand Prix. Na penúltima posição e ainda sem vencer em casa apesar de já se ter atingido o meio da época, pouco importava o como para o conjunto granota nesta fase da temporada. A estreia promissora de Luís Castro em Sevilha, com um inesperado 0-3, dava esperança para o duelo frente à revelação do torneio.

Talvez motivados por esse triunfo, os anfitriões começaram da melhor forma possível: com várias aproximações à baliza de Marko Dmitrovic, num Ciutat de València com uma excelente moldura humana e onde se sentia um ambiente diferente do das semanas anteriores. Também nos minutos iniciais, o jovem da formação Kareem Tunde imitou a jogada clássica de Lamine Yamal e tentou a sua sorte com um remate potente que saiu ao lado.
Antes de se completar o primeiro quarto de hora, Kervin Arriaga deu a entender que ia abandonar o relvado devido a aparentes problemas musculares, mas o hondurenho conseguiu manter-se em campo. As investidas de Carlos Álvarez e companhia começaram a ser menos frequentes e, na verdade, o conjunto catalão dispôs de uma oportunidade claríssima nos pés de Carlos Romero, a quem faltou apenas menos força na sua finalização à queima-roupa.
E se antes tinha sobrado força ao jogador emprestado pelo Villarreal, no início da segunda parte colocou a bola no ângulo com um remate soberbo, atingindo assim os três golos – é o defesa mais goleador do campeonato, a par de Leandro Cabrera. Mas a alegria dos periquitos durou pouco: Adrián Dela surpreendeu com um passe extraordinário que apanhou Fernando Calero fora de posição e Iker Losada aproveitou ao dominar com o peito e bater o guarda-redes sérvio.
Poderia ter chegado a reviravolta pelo próprio avançado galego, que esteve perto do bis após uma excelente transição de um Levante confiante e enérgico. O troca de ataques que se seguiu permitiu também aos blanquiazules disporem de uma excelente ocasião para desfazer o empate, com Jofre Carreras a protagonizar um remate infeliz. Sentia-se muito nervosismo e alguma tensão, pois qualquer uma das equipas podia castigar o adversário a qualquer momento.
Puado esteve apenas dois minutos em campo, voltando a queixar-se do joelho direito, o mesmo que o deixou de fora durante mais de dois meses. E pouco depois, Arriaga acabou por lesionar-se numa corrida totalmente desnecessária tendo em conta o histórico, e Tunde saiu devido a algumas queixas físicas. Já nos instantes finais, o Espanhol ainda ameaçou aproveitar algum erro do adversário, mas o resultado não se alterou.

