LaLiga: Lewandowski executa, Yamal inventa, Bernal estreia-se e o Barça vence (3-0)

Yamal celebra o seu golo
Yamal celebra o seu goloREUTERS/Albert Gea

O Barcelona derrotou (3-0) este sábado o Maiorca no Spotify Camp Nou, onde os anfitriões superaram de forma clara um adversário que, ainda assim, vai terminar a 23.ª jornada da LaLiga fora da zona de despromoção.

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Como era previsível, Hansi Flick fez várias alterações em relação ao duelo da Taça frente ao Albacete (1-5), cinco ao todo, e apostou em Robert Lewandowski como líder do ataque, deixando Ferran Torres no banco. Sem o lesionado Pedri, coube a Dani Olmo ocupar o seu lugar, sendo titular no meio-campo ao lado de Marc Casadó e Fermín López. Do outro lado, todas as atenções estavam viradas para o inspirado Vedat Muriqi.

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Com posses de bola insípidas, os anfitriões aborreciam até as plantas com um carrossel de passes inúteis. Sem ritmo nem verticalidade, o Maiorca defendia com segurança no seu meio-campo, aproveitando todas as perdas do adversário para sair rapidamente em contra-ataque. "Vamos precisar de ameaçar", dizia Jagoba Arrasate na antevisão. E assim foi, com várias transições que inquietaram tanto o banco como os adeptos blaugrana.

Jan Virgili, que se estreava naquele que podia ter sido o seu estádio, assumiu o protagonismo durante a primeira parte, pois procurou primeiro um passe atrasado para a pequena área e depois tentou a sua sorte de cabeça, antes de protagonizar uma excelente combinação com o melhor marcador dos bermellones e rematar para as mãos de Joan García com um disparo algo fraco. Que energia, que talento, que atrevimento.

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Finalmente, os anfitriões dispuseram de uma oportunidade: boa condução e remate ligeiramente ao lado de Marcus Rashford, que depois teve papel secundário no golo de Robert Lewandowski antes da meia hora. Um novo remate do 14 resultou no golo do polaco, que não só estava no sítio certo, como teve sangue-frio para fintar um adversário e bater Leo Román, que ainda fez uma grande defesa a um livre cobrado pelo inglês mesmo antes do intervalo. Na recarga, Lamine Yamal atirou para fora.

Desaparecido até então, Lamine fez aquilo que melhor sabe no início da segunda parte: enfrentar o adversário. Derrubado por Johan Mojica dentro da área, o jovem culé pediu grande penalidade, mas Quintero González considerou que não era suficiente. Depois, Marc Casadó acertou na trave e Fermín López esbarrou nos punhos do guarda-redes visitante. Este Barça, muito mais incisivo, era outro em relação ao da primeira parte.

E precisamente quando se atingia a hora de jogo, Yamal recebeu a bola a cerca de 25 metros da baliza e desferiu um remate de pé esquerdo que Román nem sequer viu passar. Com a sexta velocidade engatada, a equipa blaugrana deixou o jogo praticamente resolvido e continuou a empurrar o adversário para o seu próprio meio-campo. Sem qualquer emoção e com o Maiorca completamente batido, os adeptos aguardavam um terceiro golo que quase surgiu pelo 10, ovacionado ao ceder o lugar a Bardghji.

Quando menos se esperava, com um resultado sempre traiçoeiro, o recém-entrado Antonio Sánchez aproveitou um passe falhado e isolou-se perante Joan García, que foi obrigado a intervir num jogo bastante tranquilo a nível individual. Para além deste pequeno susto, o campeão em título conseguiu finalmente manter a baliza inviolada e esperou pelo minuto 83 para sentenciar por intermédio de Marc Bernal, que ainda não tinha marcado e que terá de pagar um jantar a Fermín pela excelente assistência.