Recorde as incidências da partida
A urgência instalada em Maiorca após três derrotas nos últimos quatro jogos, estando em zona de despromoção, não era fácil de digerir. Ainda assim, a equipa de Jagoba Arrasate soube lidar com a pressão nos primeiros minutos, mesmo quando o adversário assumiu a posse de bola. Isso não incomodou demasiado os insulares, onde Jan Virgili parecia uma mota de alta cilindrada perante a defesa sevilhana.

Dois passes para Muriqi e um remate no primeiro quarto de hora mostraram que a ameaça do catalão, se não fosse travada, podia ser séria. E foi mesmo, porque Carmona, desfeito pela velocidade Virgiliana, caiu na armadilha dentro da área, mas tentou ser mais esperto do que todos ao deixar subtilmente o pé esquerdo para provocar o contacto. O árbitro não viu, mas o VAR sim. Muriqi converteu a grande penalidade no 1-0. O seu 50.º golo ao serviço do Maiorca.
O Sevilha deparou-se então com um muro. Não tanto o adversário, que defendeu, sim, mas não em bloco baixo. O verdadeiro muro foi a sua incapacidade para construir futebol. Era uma vontade sem poder dos comandados de Almeyda, com boas intenções, mas sem capacidade de ferir... até que, após um desentendimento entre Mascarell e Jan Virgili, apareceu o estreante Maupay para se apresentar ao futebol espanhol. Armou o remate de pé direito e disparou um míssil que Leo Román ainda está à procura. As câmaras de televisão quase perderam o rasto da bola. Golaço para empatar e ir para o intervalo com confiança.

O domínio mudou na segunda parte. O Maiorca entrou mais agressivo e com mais ideias no ataque. Carmona evitou o segundo de Muriqi, Vlachodimos também travou o Pirata... mas mais uma vez ninguém conseguiu travar Jan Virgili. Deixou para trás todos os que tentaram, como Juanlu e Mendy, e cruzou para o segundo poste, onde Samú Costa fez o 2-1.
A resposta do Sevilha surgiu numa excelente jogada de Ejuke, cujo cruzamento não foi bem finalizado por Alexis Sánchez, atrapalhado por Maffeo. Mas os andaluzes não tinham continuidade, jogavam aos repelões. E os baleares foram sentindo-se cada vez menos ameaçados, mais confortáveis, com mais espaço. Num desses lances, Samú Costa aproveitou para servir Muriqi no coração da área, Darder desviou com as costas e a bola entrou, fazendo o 3-1.
Ainda faltava mais de um quarto de hora para o fim, mas o Sevilha manteve a sua alarmante falta de ideias para ultrapassar a defesa adversária e acabou por ceder perante um Maiorca que não só não sofreu, como ainda fechou as contas com o 4-1, assinado por Pablo Torres. Com este triunfo, a equipa de Arrasate sai da zona de despromoção e ultrapassa o adversário de hoje na classificação, ficando com os mesmos pontos mas melhor diferença de golos.

