LaLiga: Sevilha recupera lema polémico

Os jogadores do Sevilha celebram um dos seus golos frente ao Barcelona no Sánchez Pizjuán
Os jogadores do Sevilha celebram um dos seus golos frente ao Barcelona no Sánchez PizjuánFRAN SANTIAGO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O clube de Nervión fez um apelo à massa adepta para apoiar a equipa nas "finais" que restam, com o objetivo de ajudar os comandados de Matías Almeyda a garantir a permanência.

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A primeira dessas finais disputa-se este sábado frente a um adversário direto como o Alavés, depois do empate alcançado noutro duelo determinante diante do Girona (1-1). Nemanja Gudelj já tinha afirmado que "agora, todos os jogos são finais para nós" e o sevilhanismo respondeu ao desafio.

Assim, o plantel e os adeptos lançaram uma campanha nas redes sociais com o lema "Os de vermelho são os nossos", incentivando os adeptos a vestirem-se de vermelho no Ramón Sánchez-Pizjuán. Suazo, Azpilicueta, Vlachodimos e Akor Adams foram alguns dos jogadores que promoveram este movimento através das stories do Instagram, procurando criar uma grande atmosfera em Nervión.

Os jogadores do Sevilha com o lema
Os jogadores do Sevilha com o lemaInstagram de Odysseas Vlachodimos

Lema polémico

No entanto, a origem do lema é bastante mais controversa. Surgiu em 1993, quando Carlos Salvador Bilardo orientava o Sevilha e, num jogo frente ao Deportivo da Corunha, Maradona acertou involuntariamente com um pontapé na cara de Albístegui ao tentar fazer uma bicicleta.

Nesse momento, o fisioterapeuta do Sevilha, Domingo Pérez, aproximou-se para assistir o central da equipa galega, já que este tinha sangue no rosto e o número 10 já tinha regressado ao relvado sem problemas.

"Domingo, Domingo, ao Diego, ao Diego!", gritava-lhe Bilardo. O técnico argentino desesperava-se: "Em vez de agarrar o Diego, agarra o outro. Quero morrer, quero morrer". E repetia por três vezes a frase que viria a tornar-se célebre: "Os de vermelho são os nossos".

Domingo Pérez disse-lhe que Maradona estava em perfeitas condições, ao que o então treinador do Sevilha respondeu: "Pisa-o, pisa-o".