LaLiga: Villarreal de Renato Veiga solta-se frente ao Alavés, com Moleiro a comandar a orquestra (3-1)

Moleiro celebra o golo marcado pelo Villarreal
Moleiro celebra o golo marcado pelo VillarrealJOSÉ JORDÁN / AFP

O Villarreal, com Renato Veiga no onze inicial, confirmou o favoritismo diante do Deportivo Alavés na 19.ª jornada da LaLiga, que encerra a primeira volta, e consolida-se na terceira posição da tabela classificativa.

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Equipa de Champions contra um candidato à descida, uma diferença de muitos milhões nos orçamentos, plantéis construídos para objetivos totalmente distintos, dinâmicas opostas... E poderíamos continuar por aí fora, mas se o futebol é o desporto rei, é precisamente por essa dose de emoção e imprevisibilidade que o acompanha. Nada estava garantido para uma equipa com duas faces: a do campeonato regular e a das restantes competições.

Tudo indicava que os amarelos iriam dominar a posse de bola e criar várias oportunidades ao longo da primeira parte. Mas os analistas - tanto os físicos como os virtuais - enganaram-se redondamente, pois ao intervalo não tinham conquistado qualquer canto e estavam a perder a luta pela posse (45% vs. 55%). Em todo o caso, nenhuma das equipas conseguiu inaugurar o marcador.

Tony Martínez tentou animar o espetáculo e arriscou um remate de bicicleta numa jogada que acabará por cair no esquecimento. Na verdade, as oportunidades reais tiveram como protagonistas Carlos Vicente, numa fantástica arrancada pela direita que terminou com um remate que saiu ligeiramente ao lado, e Georges Mikautadze, cujo disparo potente roçou o poste da baliza defendida por Antonio Sivera. E pouco mais houve.

Moleiro, talento sem limites

O desaparecido Ayoze Pérez deu o seu lugar a Gerard Moreno, o avançado que traz magia quando o físico o permite. Bastaram-lhe apenas alguns segundos para ameaçar o golo numa excelente jogada individual do atacante georgiano, que ultrapassou Antonio Blanco com facilidade apesar da falta de espaço. E foi precisamente isso que Alberto Moleiro fez ao ficar com a bola à entrada da área e colocá-la num sítio inalcançável para o guarda-redes visitante (48').

O golpe foi duro para o Alavés, mas não tanto como o golo de Gerard, que aproveitou um ressalto e fez explodir de alegria La Cerámica (55'). Esta é a melhor definição do que é o Villarreal, capaz de derrotar qualquer adversário com dois ou três momentos de inspiração. E, como se não bastasse, Moleiro inventou depois um passe extraordinário para Mikautadze, cuja finalização sublime resultou no 3-0. Tudo resolvido em terras de Castellón em pouco mais de 20 minutos.

Já perto do final, o referido Martínez reduziu a diferença após aproveitar uma oferta do recém-entrado Thomas, que tinha recebido um passe venenoso do guarda-redes Logan. Grande irritação de Marcelino, que tinha como objetivo manter a baliza inviolada e terá de esperar pelo menos mais uma semana, quando defrontará o Real Betis Balompié na Cartuja, para tentar a sua sorte. A última vez que o conseguiu foi há mais de um mês, frente ao Getafe.

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