LaLiga: Villarreal segura terceiro lugar com triunfo no dérbi com o Valência (2-1)

Comesaña celebra o seu golo frente ao Valencia
Comesaña celebra o seu golo frente ao ValenciaJOSÉ JORDÁN / AFP

O Villarreal, com dois golos na primeira parte e uma defesa notável na segunda, conquistou o dérbi frente ao Valencia, mantendo-se assim na 3.ª posição com três pontos de vantagem sobre o Atlético de Madrid. Os golos de Comesaña e Pape Gueye, este de grande penalidade, deram a volta ao golo inicial, também de penalti, de Ramazani. Os che, que tiveram Thierry Correia e André Almeida na segunda parte, continuam com dois pontos de vantagem sobre a zona de descida.

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O dérbi valenciano começou com um grande susto após um choque entre Javi Guerra e Pépé, do qual este último saiu mais afetado. Depois de mais de cinco minutos de interrupção, e com Pépé a usar um penso na cabeça, quando a bola voltou a circular, Pape Gueye foi o primeiro a testar os reflexos do guarda-redes. Dimitrievski impediu que o Villarreal se adiantasse no marcador.

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O domínio dos anfitriões era evidente, mas num lance disputado, Umar Sadiq aproveitou a sua passada larga para colocar o pé uma fração de segundo antes de Luiz Júnior. Penalti assinalado pelo VAR, que Ramazani converteu com toda a calma.

A alegria valenciana durou pouco. Os comandados de Marcelino continuaram a atacar sem descanso e encontraram o prémio num alívio curto de Copete, que Santi Comesaña aproveitou à queima-roupa na pequena área. O erro defensivo foi grave, permitindo a Ayoze cabecear primeiro e deixando o autor do golo sem marcação.

O Valencia tentou novamente adiantar-se à sua maneira, com investidas de Gayà e a velocidade de Ramazani. O belga também teve de ser assistido, tal como Luiz Júnior, após um choque entre ambos. Nova interrupção e nove minutos de compensação. Durante esse período, Copete tirou em cima da linha um remate de Pépé... e depois Ramazani, a ajudar na defesa, usou a mão onde não devia. Nova chamada do VAR a Gil Manzano e um penálti claro que Pape Gueye converteu para fixar o 2-1.

Com a necessidade de dar a volta ao resultado, Corberán ordenou que a sua equipa subisse a linha de pressão e circulasse a bola sem precipitação, para evitar contra-ataques, mas sem perder tempo, pois o relógio apertava. No entanto, a criação de jogo não é uma virtude dos che e as oportunidades de golo foram... inexistentes. A nota negativa para os anfitriões foi a lesão de Gueye, substituído por Thomas Partey.

O semblante de Marcelino tornou-se mais tenso à medida que os minutos passavam. O resultado apertado preocupava-o, pois a vitória podia escapar-se a qualquer momento, por um detalhe mínimo. Danjuma, alvo de assobios no regresso a La Cerámica, quase lhe deu razão, mas o seu remate perante Luiz Júnior não saiu com o efeito desejado e o guarda-redes conseguiu afastar o perigo. Era jogar com fogo... mas no fim, não se queimou e resistiu bem para garantir um triunfo valioso.

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