Joan Laporta nunca teve papas na língua e muito menos agora que não é presidente do Barça e que as relações entre o clube catalão e o Real Madrid foram oficialmente rompidas.
Assim, enquanto aguarda para saber se será reeleito nas próximas eleições blaugranas, aproveita para atacar o conjunto merengue sem rodeios: "Por uma vez que ao Real Madrid não lhe oferecem um penálti por alguma simulação de um dos seus jogadores...", afirmou sobre a derrota dos madrilenos em Pamplona.
Mas o pior veio depois, quando garantiu que aproveitou o apoio do clube presidido por Florentino Pérez para salvar financeiramente o Barcelona: "O clube colapsava sem as alavancas. Teríamos de pedir uma derrama aos sócios. Solicitámos um crédito ao Goldman Sachs logo no início. No primeiro dia já nos exigiam 200 milhões e não havia um euro sequer nas gavetas. Tivemos de nos deitar com o inimigo, como aconteceu com o tema da Superliga. Por necessidades económicas", confessou.
"Serviu-nos para seguir em frente e dar uma nova abordagem à fórmula da Champions", explicou sobre o aparente apoio à ideia da Superliga, da qual decidiu sair recentemente.
Por fim, abordou o tema do madridismo sociológico, tão debatido na Cidade Condal: "Não gostam que eu seja o presidente do Barça e isso é o que mais me motiva", concluiu.
