Ministério Público investiga Mónaco por acordo milionário com a RD Congo, parceiro do Barcelona

Barcelona também tem parceria com governo da RD congo
Barcelona também tem parceria com governo da RD congoJOSEP LAGO / AFP

A Procuradoria de Monte Carlo abriu uma investigação preliminar por corrupção, branqueamento de capitais e desvio de fundos, centrada no contrato assinado pelo clube do principado do Mónaco em 2025 com o país africano.

Quando o Barcelona assinou o seu contrato de patrocínio com a República Democrática do Congo, publicámos no Flashscore um artigo detalhado em que revelámos a falta de transparência deste novo parceiro e os riscos associados a esta colaboração.

Agora, apenas alguns meses depois, outro dos clubes que realizou negócios com os africanos terá de responder perante a justiça. Trata-se do Mónaco, que recebe 4,5 milhões de euros por época dos congoleses e que, segundo informou o L'Équipe, a Procuradoria de Monte Carlo abriu uma investigação preliminar centrada no acordo entre a entidade da Liga 1 e este país.

O procurador-geral Stéphane Thibault confirmou o início de uma investigação por corrupção, branqueamento de capitais e desvio de fundos, desencadeada por uma queixa apresentada no mês passado pela Procuradoria Nacional Financeira (PNF) junto das autoridades judiciais do principado monegasco.

Esta queixa foi apresentada pelo advogado Hervé Diakiese, em nome de dois cidadãos congoleses residentes em França, contra o ministro do desporto da RD Congo, Didier Budimbu, suspeito de ter assinado um contrato de três anos no valor de 4,8 milhões de euros de forma secreta e sem respeitar os procedimentos de concurso público exigidos por lei.

Este contrato de promoção turística é semelhante aos que o Barça e o Milan assinaram com o mesmo país, pelo que o advogado responsável pela denúncia afirma estar a ponderar avançar com medidas idênticas contra estas duas equipas.