O antigo jogador de clubes como o Maiorca e o Sporting de Gijón está prestes a despedir-se de Vallecas após quase uma década. E fá-lo-á com o estatuto de lenda, graças às inúmeras presenças, golos e assistências ao longo de todos estes anos. O seu papel nesta temporada, no entanto, é já muito diferente daquele que teve nos tempos áureos, em que era uma peça fundamental como médio ofensivo.
"Hoje escrevo com o coração, com serenidade e emoção. Porque despedir-me do Rayo Vallecano não é apenas fechar um capítulo, é dizer adeus a uma parte muito importante da minha vida. Cheguei aqui com sonhos e parto com uma família, com memórias inesquecíveis e com uma história que nunca imaginei poder viver. Neste clube cresci como futebolista, mas acima de tudo cresci como pessoa, como marido e como pai. Vallecas viu-nos rir, sofrer, celebrar e levantar-nos vezes sem conta", explica.
"Tive o privilégio de viver momentos únicos: conquistar um título, chegar a umas meias-finais da Taça do Rei que ficarão para sempre na nossa memória e alcançar três subidas que demonstram o espírito incansável deste clube. Tornar-me no jogador estrangeiro com mais jogos disputados com esta camisola é um orgulho difícil de descrever", acrescenta.
"Saio em paz"
"Obrigado aos meus colegas, treinadores, equipas técnicas e a todas as pessoas que tornam este clube grande por dentro. E obrigado, de coração, aos adeptos do Rayo Vallecano. O vosso apoio, a vossa identidade e a forma como sentem o futebol fazem deste lugar algo irrepetível. Saio em paz, com o orgulho de ter dado tudo e com a certeza de que este emblema continuará a fazer parte da minha vida e da da minha família. Não é um adeus, é um até sempre. Porque o Rayo não se deixa para trás... leva-se na alma. Obrigado por tudo", conclui no seu comunicado.

