E quão real é essa possível regressa do internacional? Na verdade, já houve conversas sobre o tema. Embora se considere incompatível o cargo de coproprietário com o de futebolista profissional, a fragilidade defensiva dos comandados de Matías Almeyda – com 37 é a equipa mais batida da LaLiga –, que enfrenta uma autêntica vaga de lesões no centro da defesa, pode levar a uma reavaliação da posição do clube.
Mas não se trata apenas de tornar-se acionista do clube, é também necessário perceber se realmente poderia ajudar e elevar o nível da equipa tendo em conta que não joga desde dezembro. E não é igual manter a boa forma e treinar sozinho, do que integrar-se numa equipa em plena época, sem ritmo competitivo, e com a necessidade de adaptar-se de imediato.
Além disso, existe o problema dos adeptos. Se já estão de costas voltadas para Del Nido Jr. e companhia, recuperar um futebolista que preferiu rumar ao México em vez de renovar na sua segunda passagem, tal como aconteceu com a sua venda ao Real Madrid na primeira, também levanta dúvidas em certos setores do sevilhismo. No entanto, o seu amor pelas cores, como demonstra a tentativa de comprar o clube, pode facilitar-lhe a tarefa de conquistar os mais céticos.
De qualquer forma, a possibilidade de ver Sergio Ramos novamente com a camisola do Sevilha está em cima da mesa. Sendo um jogador livre antes do fecho do mercado, o defesa pode assinar por qualquer equipa, desde que esta tenha vagas disponíveis e não tenha ultrapassado o limite salarial.

