O processo de sucessão de Roberto De Zerbi conheceu um novo episódio administrativo de relevo. Esta terça-feira, 17 de fevereiro, realizou-se uma reunião de conciliação perante a comissão jurídica da LFP para tentar resolver o conflito entre Habib Beye e o Stade Rennes, o seu antigo clube, na sequência da sua saída do cargo de treinador. O desfecho: não foi alcançado qualquer entendimento.
No centro do litígio está o valor das indemnizações de rescisão. O técnico senegalês, dispensado há alguns dias pelo clube bretão, exige o pagamento da totalidade do contrato (cerca de 18 meses de salário em falta). Por seu lado, a direção do Rennes mantém-se inflexível e recusa ceder às exigências financeiras do seu ex-treinador, sobretudo porque os contactos precoces entre Beye e o Marselha deterioraram ainda mais a relação.
Para o Olympique de Marselha, as consequências são imediatas e frustrantes. Do ponto de vista jurídico, enquanto o contrato que liga Habib Beye ao Stade Rennes não for oficialmente rescindido, seja por acordo mútuo ou por carta de despedimento, o treinador não pode assinar por outro clube.
O Rennes dispõe agora de um prazo legal até 12 de março para notificar oficialmente o despedimento. Este calendário representa uma péssima notícia para os responsáveis do Marselha, que pretendiam contar rapidamente com o novo treinador para preparar os próximos compromissos da Ligue 1.
Se a situação se mantiver inalterada, o Marselha pode ver-se numa posição delicada: prolongar o atual interino, arriscando perder pontos importantes no campeonato, ou ser obrigado a procurar alternativas caso o impasse com Beye se prolongue demasiado.
Neste momento, a “união” entre Habib Beye e o seu clube do coração está mais do que nunca dependente das decisões dos advogados e da comissão jurídica da Liga. O braço-de-ferro está apenas a começar.
