Recorde as incidências do encontro
No Estádio Francis-Le Blé, o Olympiquede Marselha abria um novo capítulo da sua temporada. Na estreia ao comando dos olímpicos, Habib Beye procurava dar um novo impulso a um grupo à procura de certezas. Mas longe do Vélodrome, no relvado do Stade Brest, a realidade do jogo e a intensidade do adversário trataram de esfriar rapidamente as ambições do Marselha.

O treinador marselhês não teve tempo de se instalar, já que a noite começou logo agitada. Numa jogada confusa e um cruzamento vindo da esquerda por Guindo, a bola foi desviada primeiro por Vermeeren, antes de flutuar na área e cair na cabeça de Ajorque. O seu remate, também ligeiramente desviado por Aguerd, enganou Rulli, apanhado em contrapé, e o Marselha ficou em apuros.
A situação complicou-se ainda mais vinte minutos depois. Após um livre mal aproveitado pelos brestois, Doumbia recuperou a bola do lado direito, temporizou e entregou com qualidade a Magnetti. Sem hesitar, este colocou um cruzamento preciso na área, ao segundo poste, para o inevitável Ajorque. O avançado saltou mais alto que todos e cabeceou com mestria, fora do alcance de Rulli. Após meia hora de jogo, o Stade Brest já tinha o jogo controlado e Ajorque assinava o seu primeiro bis da época na Ligue 1.
Um bis que poderia ter-se transformado num hat-trick. Aos 40 minutos, Ajorque, novamente ele, apareceu na área e rematou de pé esquerdo. O tiro saiu torto mas bateu na trave de Rulli, que esteve perto de sofrer pela terceira vez. O diagnóstico era claro: o Marselha, sem referências nem domínio coletivo, atravessou esta primeira parte sem rumo. Frente a uma equipa do Brest ambiciosa, as oportunidades sucederam-se, as situações multiplicaram-se e a pressão nunca abrandou.
Felizmente para os marselheses, a resposta surgiu mesmo após o intervalo. Mais agressivo e presente nos duelos, o Marselha foi instalando o jogo no meio-campo brestois e a pressão aumentou junto da baliza de Coudert, sob uma chuva de cruzamentos e bolas soltas na área.
Timber tentou a sua sorte de longe (59'), antes de Gouiri quase reduzir a diferença com um cabeceamento perigoso (62'). Depois, Greenwood destacou-se à entrada da área com um remate de pé direito, mas Aubameyang acabou por bloquear a intenção do avançado inglês (75'), que ainda teve a oportunidade de relançar totalmente o jogo de penálti, mas Coudert venceu o duelo aos 83 minutos.
Apesar de uma segunda parte mais arrojada, o Marselha não conseguiu recuperar. Do outro lado, o Brest defendeu a vantagem com rigor e competência, confirmando um triunfo valioso no seu reduto para subir à 11.ª posição, à frente de Angers. Para Habib Beye, este batismo de fogo, que revelou um orgulho renovado após o intervalo, recordou-lhe a dimensão do desafio. O objetivo é simples: reencontrar rapidamente certezas, de preferência já no próximo fim de semana no Olympico frente ao Lyon. Os marselheses mantêm-se na 4.ª posição no final da jornada, mas devem estar atentos às equipas que vêm atrás, como Lille e Rennes, que podem aproximar-se.

