Acompanhe as incidências da partida
"Sempre que disputamos este tipo de jogo, o ambiente é diferente. Foi igual em Marselha. É um ambiente incrível, um ambiente de futebol. O que gostaria era de não ver qualquer tipo de violência. Aproveitem o jogo, desfrutem da forma de jogar do Paris Saint-Germain. É isso que desejo. O ambiente é importante para nós, o ambiente em torno da equipa".
Luis Enrique foi claro na conferência de imprensa deste sábado perante os jornalistas. Promover o respeito neste Clássico é fundamental para o bom desenrolar do encontro.
Esta recomendação foi também partilhada na sexta-feira através de um vídeo publicado pelo clube, que apela ao respeito, sobretudo durante os cânticos entoados pelo Collectif Ultra Paris.
De facto, vários incidentes envolvendo o público parisiense foram registados desde o início de 2026. Por exemplo, na 17.ª jornada da Liguea 1 frente ao Paris FC (vitória do PSG por 2-1), ouviram-se cânticos hostis, por vezes considerados homofóbicos — nomeadamente "os marselheses são uns p…" — no Parque dos Príncipes, o que levou à suspensão temporária do encontro.
Na receção ao Estrasburgo em outubro de 2024, o comportamento dos adeptos já tinha chamado a atenção da Liga de Futebol Profissional (LFP), que apresentou uma queixa contra o clube por declarações discriminatórias. Esta queixa acabou por ser arquivada em janeiro de 2025.
Com a aproximação dos confrontos entre o PSG e o OM, espera-se um ambiente especialmente tenso e o risco de repetição destes cânticos é considerado elevado.
O PSG decidiu, por isso, trabalhar em estreita colaboração com a Liga para limitar estes excessos.
Recorde-se que, de acordo com os artigos 549 e 549 bis do regulamento da LFP, em caso de cânticos hostis, discriminatórios ou homofóbicos, o árbitro pode "decidir atrasar o início de um jogo ou interrompê-lo, várias vezes se necessário, devido a incidentes graves".
Se a tipologia ou gravidade do incidente o justificar, pode ser ativada uma célula de crise pelo árbitro, pelo delegado ou pela autoridade pública. No final desta, a decisão de interromper definitivamente o jogo, ou de o retomar, cabe ao árbitro.
