Habib Beye em estreia no Vélodrome
Após uma série de maus resultados registados neste inverno, Habib Beye chegou na semana passada ao comando técnico do Marselha. Desde logo, o treinador afirmou "ter vontade de apostar num futebol vertical e de qualidade". Procurou implementar esta filosofia frente ao Brest na 23.ª jornada. Contudo, a equipa voltou a sair derrotada (2-0).
"Faltou agressividade na nossa área e, perante um jogador (Ludovic Ajoque) com muita presença, já sabíamos ao que íamos", explicou depois o técnico. Desta vez, porém, tem a vantagem de ter tido mais tempo para trabalhar com o grupo, aproveitando também um estágio para motivar os jogadores.
Lamentando a falta de intensidade no último compromisso, o treinador deu prioridade a esse aspeto durante este período. Por isso, os jogadores terão de mostrar mais frente ao Lyon.
Não será de estranhar se a equipa alternar entre um 4-3-3 e um 4-4-2, tal como aconteceu na segunda parte diante do Brest. "Mudámos para dar mais peso à nosso pressão e tentar acelerar o jogo, explorar melhor as alas, porque achei que estávamos a complicar demasiado na primeira parte", referiu Beye na zona mista.
Contra uma equipa tão pressionante como o Lyon, o Masrselha e Beye, terão de fazer melhor. Perante adeptos exigentes, o antigo jogador do Rennes vai tentar reanimar a equipa. Resta saber se vai resultar ou não.
Paulo Fonseca, um deslize mas não dois
Se o Lyonde Fonseca dominou a Ligue 1 de dezembro a fevereiro, acabou por ceder na semana passada em Estrasburgo (3-1). Por isso, espera-se uma reação dos jogadores, mas também a nível tático. Ainda para mais, a concorrência é feroz nos lugares cimeiros da competição.
A organização e a solidez defensiva exigidas pelo técnico português deverão criar dificuldades aos marselheses. Além disso, o coletivo de Ródano terá de ser mais criativo na ausência dos avançados. Foi precisamente isso que o treinador analisou antes deste grande Olympico.
"Temos de contar com quem está disponível. Mostrar que conseguimos ultrapassar este problema. É preocupante porque não temos muitas soluções. É complicado, pois são jogadores importantes no ataque e que, por vezes, carregam a equipa em campo, sobretudo perto da área adversária, sendo fortes defensivamente e na profundidade. Aliás, faltou-nos profundidade no último jogo em Estrasburgo", afirmou em conferência de imprensa, apontando os erros cometidos frente ao Racing e que têm de ser corrigidos este domingo.
Cabendo-lhe encontrar o equilíbrio para derrotar o Marselha, e, acima de tudo, conquistar uma vantagem significativa sobre o clube de Marselha na luta pelo 3.º lugar (+8 pontos possíveis).
