Recorde as incidências da partida
O Parque dos Príncipes fez-se ouvir para apoiar o PSG e isso resultou para o coletivo de Luis Enrique. Dois golos do seu n.º10, mais dois dos jogadores que entraram. Os parisienses realizaram uma exibição completa para vencerem por 5-0 neste Clássico. Na classificação, o clube da capital recupera o lugar de líder da Ligue 1, ultrapassando o RC Lens que segue o ritmo, muito à frente do Lyon e, naturalmente, do Marselha.

Dembélé em grande!
Logo desde o apito inicial deste Clássico, o PSG assumiu o controlo e empurrou o jogo para junto da baliza do Marselha. Désiré Doué deu o primeiro aviso aos dois minutos, antes de Bradley Barcola também ameaçar pouco depois. A tensão subiu aos 10 minutos, quando Vitinha viu cartão amarelo após uma entrada dura sobre Leonardo Balerdi, num lance que surgiu na sequência de uma disputa mais ríspida por parte do Marselha.
Nada disso desconcentrou os parisienses. Dois minutos depois, Dembélé inaugurou o marcador ao concluir um contra-ataque exemplar, iniciado e conduzido com critério, com Nuno Mendes a servir o camisola 10 no momento certo.
Gouiri ainda tentou responder aos 15 minutos, mas Safonov travou o remate e manteve a vantagem. O avançado do Marselha tocou bem na bola, mas esbarrou na atenção do guarda-redes.
Com o passar do tempo, o Marselha teve alguns momentos de maior iniciativa, embora a equipa de Roberto De Zerbi revelasse falta de criatividade no último terço. Do outro lado, o conjunto de Luis Enrique mostrou-se muito mais incisivo. Aos 21 minutos, Barcola esteve perto do segundo, mas acertou no poste.
O Marselha mostrava fragilidades defensivas e Dembélé voltou a explorá-las com mestria. Após uma perda de bola da defesa adversária, o vencedor da Bola de Ouro 2025 arrancou em slalom, entrou na área e disparou forte para a gaveta, fazendo o 2-0 aos 37 minutos.
Ao intervalo, o PSG liderava com inteira justiça, deixando o OM perante uma tarefa quase impossível para inverter o rumo dos acontecimentos.
Um PSG imperial...
No regresso dos balneários, os parisienses mantiveram a intensidade e continuaram a carregar. Em poucos minutos criaram várias ocasiões, com João Neves e Doué a ameaçarem repetidamente. Do lado do Marselha, Igor Paixão – lançado ao intervalo – ainda tentou de cabeça, mas Safonov manteve-se intransponível.
Perante o domínio evidente, o terceiro golo acabou por surgir. Aos 64 minutos, João Neves forçou um autogolo de Facundo Medina, após uma ação de pressão coletiva exemplar.
Logo a seguir ao reatamento, o PSG voltou a recuperar a bola e atacou com enorme rapidez. Dembélé abriu para Khvicha Kvaratskhelia, que, acabado de entrar, finalizou de primeira sem hipóteses para De Lange, aos 66 minutos. E não ficou por aí. Aos 74 minutos, outro suplente, Lee Kang-in, assinou o quinto com um remate potente que selou a goleada.
Com o resultado resolvido, Luis Enrique aproveitou para promover as últimas substituições, incluindo a estreia do jovem Dro Fernandez. Até ao apito final, o PSG limitou-se a gerir o ritmo e ainda esteve perto de ampliar a vantagem. Resultado final: 5-0, numa demonstração categórica do líder do campeonato.

