“O Olympique de Marselha anuncia a nomeação de Alban Juster como Presidente do Conselho de Administração. Esta decisão foi tomada pelo Conselho de Supervisão, em conformidade com os estatutos do clube. Insere-se numa organização interina, enquanto se iniciam os procedimentos necessários para a procura e designação de um novo Presidente do Conselho de Administração”, refere o clube num comunicado divulgado este sábado à noite.
Com o objetivo de garantir estabilidade, o Marselha optou por recorrer aos seus próprios quadros. Alban Juster, que está no clube há oito anos, deixa o cargo de Diretor-Geral de Finanças & Compliance para assumir a presidência do Conselho de Administração. No entanto, esta nomeação é provisória. O comunicado sublinha tratar-se de uma “organização interina”, enquanto o clube conduz o processo de recrutamento de um futuro presidente permanente.
Para apoiar Alban Juster nesta missão de continuidade, o Conselho de Administração passa a contar com três figuras-chave: Alessandro Antonello, nomeado membro do Conselho, e Benjamin Arnaud, antigo secretário-geral do clube (há 7 anos) e também nomeado membro do Conselho.
O objetivo desta reestruturação é sobretudo operacional. “Esta organização permite assegurar a continuidade administrativa, financeira e operacional do Olympique de Marseille, destaca o clube. "O clube prossegue assim todas as suas atividades e prioridades desportivas e económicas.”
A AFP adianta que Pablo Longoria terá igualmente apresentado a demissão das suas funções à frente do clube marselhês. Há dez dias, o proprietário norte-americano do clube, Frank McCourt, tinha anunciado uma reorganização no topo do OM. O diretor de futebol Medhi Benatia, que tinha apresentado a sua demissão alguns dias antes, aceitou manter-se em funções até junho para “coordenar todas as atividades desportivas”.
Esta decisão implicava um afastamento de Longoria, cujo papel deveria “evoluir para as suas responsabilidades institucionais, de modo a garantir a representação do OM junto das instâncias francesas e, em particular, europeias”. No entanto, a saída do dirigente espanhol já parecia inevitável.
