Chegamos à jornada três e tivemos a primeira equipa a ganhar com uma diferença superior a um golo, neste caso o Varzim, que foi também o primeiro conjunto a chegar às duas vitórias.
O Belenenses é, até ao momento, a única equipa sem derrotas nesta fase, mas merece registo o facto de todas as oito envolvidas nesta fase de promoção já terem perdido pontos, com o Trofense a ser o único que ainda não sentiu o sabor da vitória.
A capacidade emocional das equipas poderá vir a ser um fator preponderante no desfecho desta fase final. Ainda há quem tenha um jogo em atraso, mas já podemos confirmar, sem hesitações, que a qualidade exibicional das equipas é elevada.

Belenenses 3–2 Académica
Encontro entre dois históricos do nosso futebol, que juntos possuem vários títulos nacionais. Quem não se lembra de ver um Belenenses - Académica na nossa primeira liga? Só por isso já se antevia um excelente jogo.
O Belenenses, pela primeira vez na época, vinha de uma série de 3 jogos sem ganhar, causando curiosidade perceber como iria apresentar-se em campo.
Com as duas equipas em 4-3-3, desde cedo que emergiu a importância dos médios, autênticos faróis, que marcam ritmos e pensam o jogo. Do lado do Belenenses, Morgado sobressaiu na construção, enquanto na Académica esse papel pertenceu a Leandro Silva.

A primeira parte teve várias jogadas com chegadas à área e vários momentos de promoção da qualidade da Liga 3. Ao intervalo o Belenenses ganhava devido aos dois golos de Eduardo, com Beni a marcar para os estudantes.
Na segunda parte a intensidade manteve-se e o equilíbrio foi uma constante. A Académica chega ao empate por Káká, na sequência de um canto. Ao minuto 67 Diogo Leitão deu a vitórias aos azuis, equipa que ainda atirou duas bolas aos postes e acabou por merecer os três pontos.

Amarante 1–0 Mafra
O Amarante iniciou a partida em 5-4-1 e o Mafra contrapôs com um 4-3-3. O conjunto visitante cedo tentou impor o seu jogo, caracterizado pelo futebol direto com muitos duelos aéreos, tentando manter o Amarante com as suas linhas baixas.
Aos 20 minutos o Amarante fez o seu golo num lance em que a bola entra nas costas da linha defensiva criando um desequilíbrio no conjunto mafrense.

A segunda parte iniciou-se com o Mafra a melhorar, devido às entradas de Fati e Vítor Gonçalves, com o primeiro a conseguir entender-se muito bem com Francisco Ferreira, permitindo a criação de algumas oportunidades de golo.
Nos últimos minutos, a vontade de chegar ao empate tirou esclarecimento ao Mafra, com o Amarante a ter algumas situações para marcar. Com mais calma, a equipa da casa podia ter vencido por uma margem mais dilatada.

União de Santarém 0–1 Vitória SC B
As duas equipas iniciaram o jogo tendo o 5-4-1 como estrutura defensiva em bloco médio/baixo. Ambas as equipas, em função dos seus gatilhos de pressão, subiam o seu bloco.
Na primeira parte o jogo foi sempre muito equilibrado, com muitos duelos e com as duas equipas a tentar encontrar espaços. A disciplina posicional dos dois conjuntos prevaleceu o que fez com que quase sempre as bolas estivessem cobertas. Ambas as equipas criaram oportunidades de golo principalmente em transições.

No início do segundo tempo o treinador da casa, Carlos Fernandes, fez uma substituição que mexeu com três posições e a dinâmica da equipa melhorou, mas os vimaranenses chegaram ao que viria a ser o único golo do encontro. Ao minuto 53 marcou Santiago Verdi e partir daí o Vitória fez por merecer o triunfo com uma exibição muito segura.

Varzim 2–0 Trofense
O Varzim iniciou o jogo em 5-4-1, estreando dois jogadores como titulares, Jefer e Joãozinho. A mesma estrutura base foi a escolhida pelo conjunto da Trofa.
Os primeiros trinta minutos foram pautados pelo equilíbrio, com duas apenas duas oportunidades de golo, uma para cada lado. A diferença esteve na eficácia, pois o Trofense permitiu a defesa do guarda-redes do Varzim, Momo Mbaye, enquanto os poveiros foram mais fortes, com Jefer a marcar o seu segundo golo nesta fase. Ainda antes do intervalo o Varzim voltou a marcar, por Joãozinho, apresentando uma eficácia tremenda, com dois golos em duas oportunidades.

Na segunda parte o jogo manteve-se muito fechado, com as duas equipas a terem dificuldades em chegar a zonas de finalização. O Trofense a tentar chegar à área através de um controlo da posse de bola e o Varzim a sair muito bem em transições. No final o resultado aceita-se pelas oportunidades e pela eficácia apresentada pelo Varzim.

Destaques
Eduardo (Belenenses)
O avançado brasileiro de 27 anos, que na época passada esteve ao serviço do Louletano, merce elogios, não só pelos dois golos apontados, mas também por ter sido fundamental para o sucesso da sua equipa, devido aos seus movimentos de apoio frontal de qualidade, que permitia ligar jogo.

Feliciano Mendes (Amarante)
O defesa-central guineense esteve intratável nos duelos, mostrando-se sempre muito forte quer no jogo aéreo, quer no jogo junto ao relvado.
Depois de duas temporadas ao serviço do Portimonense, clube e SAD, Feliciano Mendes continua a mostrar capacidade para evoluir.

Joãozinho (Varzim)
Que estreia! No primeiro jogo com a camisola do Varzim, nesta segunda passagem pelo clube, o avançado de 29 anos foi decisivo por apontar o segundo golo, que deu tranquilidade à equipa, mas também por ter sido sempre muito forte nos desequilíbrios ofensivos que conseguiu criar.


