Este é o campeonato das vitórias pela margem mínima ou dos empates. Pela qualidade de jogo apresentada nas duas primeiras jornadas, não há dúvida que o equilíbrio vai prevalecer até ao final da competição.
Até ao momento, com as primeiras jornadas ainda incompletas, já podemos observar a existência de diferentes ideias de jogo. Equipas morfologicamente muito fortes apresentando um jogo muito vertical ou equipas com um jogo posicional mais trabalhado privilegiando a posse e o associativismo.
Certo é que todas as equipas envolvidas nesta fase final têm sido bastante competentes nas suas performances, sendo abrangente a procura do golo como comprova o facto de apenas um jogo, até ao momento, ter terminado com 0-0.

Trofense 1-2 União de Santarém
Na Trofa, o União de Santarém tornou-se na primeira equipa a ganhar fora de casa. A equipa visitante entrou no jogo com muita personalidade, pressionando alto e com agressividade elevada no ataque à baliza do Trofense, conseguindo chegar ao golo. O União de Santarém, que tem um dos plantéis com a média de idades mais baixa da fase final, foi mais forte que o Trofense nos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte os papéis inverteram-se, com uma entrada muito forte do Trofense, que se mostrou mais rápido na circulação de bola, mais forte na reação à perda e com menos passes perdidos, criando assim uma maior capacidade de se manter no meio-campo ofensivo e assim chegou ao golo por Diarra. O União de Santarém, na 2.ª parte não conseguiu ter a mesma capacidade de pressão e de condicionar as saídas do Trofense, mas atingiu o 1-2, graças a um lance individual de Manu.
Vitória SC B 2-2 Belenenses
Arranque de sonho do Belenenses, na casa do Vitória SC B, com um golo de canto, logo no primeiro minuto. A equipa azul apresentou-se com muita maturidade, constituída por jogadores experientes nos diferentes setores. Nuno Tomás na linha defensiva, Tiago Morgado no setor intermédio e Wilson Eduardo no ataque, são exemplos. O Belenenses apresentou-se num muito compacto 4-4-2, quando defendia mais baixo, mas muito agressivo quando saltava mais alto com referências individuais não deixando a equipa B do Vitória SC confortável no seu momento ofensivo.
Com o decorrer da primeira parte, o Vitória SC B começou a conseguir acelerar a bola na sua construção, e assim cresceu ao jogar mais perto da área do Belenenses, que foi perdendo capacidade de pressão no meio-campo ofensivo. Na segunda parte, o Vitória SC B conseguiu melhorar o seu jogo posicional e, como consequência, ganhou um maior controlo do jogo conseguindo marcar dois golos. Por fim, o Belenenses viria a chegar ao empate por Afonso Afonso, que nos cerca de 35 minutos em que esteve em campo, conseguiu desequilibrar em várias situações.
Mafra 1-0 Varzim
No jogo de Mafra, a equipa da casa apresentou-se muito forte fisicamente. Na primeira parte destacou-se através de ataques verticais e constantes cruzamentos. Com uma forte reação à perda, nunca deixou o Varzim sair do seu meio-campo, nem ter bola, de forma a respirar e acalmar o ritmo do jogo.
Na segunda parte o Mafra não desistiu e chegou ao golo já nos últimos dez minutos, no seguimento de um cruzamento, argumento habitualmente por esta equipa.
O Varzim não teve um jogo fácil no seu processo ofensivo, mas apresentou sempre uma organização defensiva forte e compacta.
Destaques
Manu (União de Santarém)
O avançado não costuma ser titular, mas criou muitas dificuldades ao Trofense pela sua mobilidade com bola e pela sua capacidade de trabalho sem bola. Está sempre a atacar o espaço e quando baixa para receber entre linhas é muito rápido a rodar e ir para cima dos defesas. O angolano foi decisivo ao marcar o golo da vitória da sua equipa.

Afonso Afonso (Belenenses)
Entrou aos 58 minutos, mas ainda a tempo de ter papel fundamental no filme do encontro. Médio com boa chegada à área, criou três evidentes situações de golo, alcançando o golo do empate no último lance do jogo.

Mafra
Destaco a sua capacidade física e intensidade de jogo. O Mafra é uma equipa muito vertical que sempre que pode cruza para a área e coloca a bola nas costas da defesa, para aproveitar a capacidade física dos três homens da frente. Tem um meio-campo muito forte fisicamente que também lhe permite ser forte nas segundas bolas.

