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Os comandados de José Mourinho estavam praticamente fora das competições europeias, enquanto o Real Madrid ocupava um dos oito primeiros lugares que garantiam automaticamente a qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Contudo, um golo no último suspiro do jogo entre as duas equipas - o último a chegar ao fim na fase de grupo - alterou por completo o cenário para ambas.

Trubin ao resgate
Foi aí que surgiu o guarda-redes do Benfica, Anatoliy Trubin, para marcar aquele que será certamente um dos golos mais importantes de sempre na competição. Esse momento não só confirmou a vitória da equipa portuguesa frente aos eternos vencedores da Orelhuda, como também condenou os merengues aos play-offs e permitiu ao Benfica lá chegar por um triz.
Não admira que o antigo treinador Mourinho tenha participado com entusiasmo nas celebrações. Foi, de facto, um momento futebolístico para a história.
Apesar de os gigantes espanhóis continuarem a ser os grandes favoritos para este duelo a duas mãos, e terem vencido oito dos últimos dez jogos da Liga dos Campeões frente a equipas portuguesas, perderam três dos quatro confrontos com o Benfica.
Registo recente negativo do Real Madrid na Champions
Importa ainda referir que, nos últimos 11 jogos da Liga dos Campeões, o Real foi derrotado em seis ocasiões, tantas como nas 39 partidas anteriores na competição.
Os espanhóis marcaram em quatro jogos consecutivos da Liga dos Campeões em 2025/26, e nenhuma equipa conseguiu travar o seu ataque desde a derrota frente ao Liverpool na fase de grupo.
Além disso, o Benfica venceu apenas dois dos últimos oito jogos da prova milionária frente a equipas espanholas e só conseguiu dois triunfos em casa nesta edição da competição.

No entanto, há um fator que pode jogar a favor dos encarnados: no fim de semana vão defrontar o último classificado AFS, um jogo em que podem rodar bastante o plantel.
Por sua vez, o Real tem uma deslocação complicada ao terreno do Osasuna. Só venceram três dos últimos seis jogos em El Sadar na LaLiga, e para manter o Barcelona à distância, só a vitória interessa.
Mbappé pronto para fazer mais história
O que torna este jogo ainda mais interessante é o facto de ambas as equipas se manterem invictas desde o último confronto, com o Real a conseguir esse feito mesmo sem poder contar com Kylian Mbappé, Jude Bellingham e Rodrygo, sendo que estes dois últimos estão fora deste encontro.
Os 13 golos de Mbappé em sete jogos europeus representam a melhor média de golos por jogo de qualquer jogador que tenha disputado mais de cinco partidas numa só edição da Liga dos Campeões/Taça dos Campeões, por isso Álvaro Arbeloa vai contar com o avançado francês para fazer estragos na Luz.

O Benfica também conta com um grande goleador, Vangelis Pavlidis. O avançado de 27 anos continua a destacar-se ao mais alto nível e já soma nove golos nesta edição da prova.
Se marcar mais um golo em qualquer uma das mãos deste duelo, torna-se apenas o segundo jogador do Benfica, depois de Óscar Cardozo, a atingir os dois dígitos numa só campanha da Champions.
Seja qual for o desfecho, o Santiago Bernabéu espera...
Mourinho não vai precisar de motivar Pavlidis ou o resto dos jogadores para estarem no máximo nestas duas mãos, tendo em conta a qualidade do adversário, mas o Benfica tem a oportunidade de conseguir três vitórias caseiras consecutivas na Liga dos Campeões numa só época, algo que não acontece desde 1994/95.
Para além disso, seria muito especial para o Special One vencer o seu antigo clube, e o plantel atual certamente terá isso em mente. Independentemente do resultado de terça-feira à noite, como se costuma dizer no futebol, 'a eliminatória só vai a meio'.
Mesmo que o Benfica surpreenda novamente o líder da LaLiga em Portugal, será necessária uma exibição coletiva de grande nível na segunda mão, na próxima quarta-feira, em Madrid, para as águias seguirem para a fase a eliminar.
O Santiago Bernabéu continua a ser palco de alguns dos maiores triunfos europeus dos merengues e, apesar de a sua forma esta época ser algo irregular, o Real será sempre um adversário difícil de ultrapassar em casa.
Algo que Mourinho conhece melhor do que ninguém.

