Numa época em que atingiram os oitavos de final da Liga dos Campeões, sendo afastadas pelos espanhóis do FC Barcelona, as águias ficaram no 14.º lugar na tabela de prémios do organismo regulador do futebol europeu, que, por entre alterações de formato, pagou 2,47 mil ME aos 36 emblemas integrados no patamar principal da maior competição europeia de clubes.
O Benfica juntou 18,62 ME pela presença na fase de liga, que substituiu a fase de grupos a partir de 2024/25 e possibilitou mais 9,497 ME em função do desempenho nesse patamar do clube lisboeta, 16.º colocado, com 13 pontos, depois de quatro vitórias, um empate e três derrotas em oito jogos.
Essa classificação valeu 5,775 ME, acrescidos de mais um ME por incidir entre o nono e o 16.º lugares e de outro milhão pelo acesso ao play-off da fase a eliminar, na qual as águias suplantaram os franceses do Mónaco.
Houve ainda 11 ME pela presença nos oitavos e 24,542 ME oriundos do denominado valor pilar, que está relacionado com a comercialização de direitos televisivos e com os coeficientes do ranking da UEFA a cinco anos.
Já o bicampeão português Sporting teve a 24.ª maior receita, com 48,983 ME, dos quais 18,62 vêm da participação na fase de liga e 7,965 ME da respetiva prestação, concluída no 23.º lugar, penúltimo de acesso à ronda seguinte, com 11 pontos, após três vitórias, dois empates e três derrotas.
Com 17,548 ME provenientes do valor pilar, os leões somaram também 4,85 ME através da classificação na fase de liga e da qualificação para o play-off, no qual foram eliminados pelos alemães do Borussia Dortmund.
A tabela de prémios foi liderada pelo Paris Saint-Germain, com 144,415 ME, na sequência do primeiro título de campeão europeu dos franceses, sendo que o pódio é completado pelos italianos do Inter Milão, finalistas vencidos, com 136,625 ME, e pelos ingleses do Arsenal, com 116,998 ME.
Sete clubes superaram os 100 ME, acima dos cinco que tinham recebido prémios na ordem dos nove dígitos em 2023/24, última época do formato de fase de grupos com 32 emblemas, na qual a UEFA pagou 2,08 mil ME.
Aos 101,829 ME da Liga dos Campeões, os espanhóis do Real Madrid amealharam mais cinco ME pela vitória na Supertaça Europeia de 2024 frente aos italianos da Atalanta, cujo desaire proporcionou quatro ME, aos quais juntariam 67,082 ME através da maior prova continental de clubes.
A menor verba entregue na Liga dos Campeões pertenceu aos eslovacos do Slovan Bratislava, que averbaram um pleno de oito derrotas na ronda principal, a par dos suíços do Young Boys, e tiveram apenas 21,872 ME.
Na Liga Europa, destacaram-se os ingleses do Tottenham (41,357 ME) e do Manchester United (36,4 ME), que foram batidos pelos londrinos na final e eram treinados pelo português Ruben Amorim, despedido já este mês.
Os italianos da Lazio fecham o pódio, com 24,169 ME, contra os 16,488 ME do FC Porto, 14.º emblema com maior receita entre 36 participantes, após ter perdido com os também transalpinos da Roma no play-off, e os 13,437 ME do SC Braga, 18.º, que não suplantou a fase de liga.
A Liga Conferência proporcionou 21,822 ME aos ingleses do Chelsea, campeões em título, e 17,083 ME aos espanhóis do Betis, finalistas vencidos, seguindo-se os italianos da Fiorentina, com 13,981 ME.
Único clube português da história a alcançar a ronda principal da terceira competição europeia de clubes, o Vitória SC ficou pelo oitavo lugar da tabela de receitas, com 9,404 ME, numa campanha iniciada nas fases preliminares e concluída com a queda perante o Betis nos oitavos.
Quanto à Liga dos Campeões feminina, sem representantes lusos desde a fase de grupos e com 18,390 ME repartidos, o Arsenal comandou com 1,505 ME, logo à frente dos 1,210 ME das espanholas do FC Barcelona, por si derrotadas na final, realizada no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
A conquista da Liga das Nações rendeu 12,753 ME à seleção portuguesa, que recuperou o título conquistado pela primeira vez em 2019 e bateu na final a campeã europeia Espanha, com 11,253 ME, num total de 129,012 ME distribuídos pela UEFA aos 54 países integradas nas quatro divisões.
Em 2024/25, o organismo teve 5.014 mil ME em receitas operacionais, abaixo do recorde de 6.776,6 mil ME de 2023/24, e 4.602,2 mil ME em gastos, melhorando face aos 5.086,7 mil ME do período homólogo anterior.
A UEFA entregou 3.860,7 ME às associações e clubes participantes nas competições europeias e 468,9 ME em pagamentos de solidariedade.
O relatório não apresenta dados sobre o Europeu feminino, que só vai ser contabilizado no exercício financeiro de 2025/26, por ter sido disputado em julho do ano passado, com Portugal a ser afastado na fase de grupos.
