CBF pede rigor a FIFA e UEFA no caso de alegado racismo contra Vinicius Júnior

Prestianni com Vinícius Júnior no Benfica-Real Madrid
Prestianni com Vinícius Júnior no Benfica-Real MadridMiguel Lemos / DeFodi Images / Profimedia

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu esta quinta-feira rigor a FIFA e UEFA na punição de envolvidos no caso de alegado racismo contra Vinicius Júnior, na visita do Real Madrid ao Benfica, para a Liga dos Campeões.

Em cartas enviadas aos organismos internacionais do futebol, Samir Xaud, presidente da CBF, reforçou que espera a monitorização da FIFA no caso e que a UEFA adote as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias racistas.

À FIFA, a CBF agradece o gesto de solidariedade do seu presidente, Gianni Infantino, e enaltece as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, os quais dão novos mecanismos e formas de combater e erradicar a discriminação do futebol.

A CBF destaca que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo e à discriminação, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias.

A CBF também enviou um pedido formal à UEFA para uma "investigação minuciosa sobre os atos cometidos contra Vinicius Jr. e que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio".

No jogo de terça-feira da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa, o avançado do Real Madrid e da seleção brasileira, após celebrar o golo marcado, relatou ao árbitro François Letexier ofensas alegadamente proferidas pelo argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica.

O árbitro ativou o protocolo antirracismo da FIFA, interrompendo momentaneamente o jogo e disso informando ao estádio.

A ativação do protocolo desencadeou uma série de reações racistas de alguns adeptos, que ofenderam o jogador brasileiro, reproduzindo sons de macacos.