Cristian Chivu: "Se há uma equipa capaz de dar a volta, é o Inter"

Cristian Chivu, treinador do Inter de Milão
Cristian Chivu, treinador do Inter de MilãoProfimedia

"A reviravolta? Temos o dever de tentar, mas não será fácil. Um jogo dura 100 minutos, por vezes até 120 mais os penáltis. Precisamos de estar prontos desde o início. Não devemos ter a ansiedade de marcar logo um golo", explicou Cristian Chivu, treinador do Inter de Milão, na conferência de antevisão ao jogo com o Bodo/Glimt, da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões.

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"Obrigação de tentar? Não, temos o dever, é diferente. Precisamos de entrar em campo confiantes. Se há uma equipa capaz de dar a volta, é o Inter. Mas não será fácil, não podemos perder o equilíbrio nem a confiança", disse o treinador do Inter, Cristian Chivu, em conferência de imprensa na véspera do jogo da segunda mão dos playoffs da Liga dos Campeões frente ao Bodo/Glimt, depois da vitória dos noruegueses por 3-1 no primeiro jogo.

"Um jogo dura 100 minutos, por vezes até 120 mais os penáltis. Precisamos de estar prontos desde o início. Não devemos ter a ansiedade de marcar logo um golo, para depois sermos surpreendidos pelo que não acontece no relvado. Temos de saber gerir os momentos – acrescentou – Sabíamos que não seria fácil na Noruega, pelo relvado e pelo clima, infelizmente não estivemos à altura em certos momentos e esperamos que não volte a acontecer", acrescentou o técnico.

Em resposta a uma pergunta de um jornalista norueguês, Chivu admitiu: "Tivemos uma semana de m... depois da Juventus, não foi fácil jogar nessas condições", mas não vai alterar o sistema nem os esquemas para o jogo da segunda mão.

"Uma equipa que construiu a época com base na continuidade, marcamos mais de dois golos por jogo, somámos 21 vitórias no campeonato e cinco na Liga dos Campeões e lideramos em muitos aspetos. Por isso não podemos preparar-nos de forma diferente. Procurámos corrigir alguns erros, mas o contexto no primeiro jogo era muito estranho devido ao relvado. Foi estranho em tudo, apoios, travagens, mudanças de direção, gestão dos receios para não se lesionar. Para nós, o importante é que os jogadores voltem a encontrar a relva", acrescentou, em tom de brincadeira, sublinhando os problemas sentidos na Noruega.

Sobre os conselhos a dar aos jogadores, Chivu afirmou que não precisam de grandes motivações: "Eu, como jogador, não ouvia o treinador, nem antes do jogo, nem ao intervalo, nem depois. Confiava nos meus pensamentos, na minha coragem e nas minhas qualidades. O primeiro pensamento era sempre não desiludir os companheiros. Se tivesse ouvido mais os treinadores talvez tivesse tido uma carreira melhor, mas era teimoso e só pensava em não defraudar as expectativas dos meus companheiros. Não é preciso motivar demasiado os jogadores, eles sabem o quanto é importante. Repito, se há uma equipa capaz de virar um resultado destes, somos nós, sempre com respeito pelos adversários".