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- Como decorreram as vossas preparações para a eliminatória contra o Wolfsburgo?
Penso que nos sentimos mesmo bem enquanto equipa. Realizámos bons jogos e a energia no nosso plantel está, neste momento, num nível muito elevado. Estamos ansiosas por este jogo. Contra o Wolfsburgo, temos de estar preparadas para enfrentar cada jogadora. Claro que há jogadoras-chave, mas é preciso estar pronta para tudo. Não sabemos qual será o onze inicial delas. Mas sentimo-nos muito bem e penso que estamos preparadas.
- A Juventus vem de uma série de 5 vitórias consecutivas na Serie A. Isso traz confiança ao grupo antes deste jogo da Liga dos Campeões?
Sim, sem dúvida. Como disse, sentimo-nos bem. A energia na equipa é realmente positiva e a forma como preparamos estes jogos dá-nos muita confiança.
- Agora que é uma guarda-redes consolidada numa equipa europeia deste nível, como gere a pressão? Muitas vezes, a diferença entre vencer e perder recai sobre a guarda-redes, especialmente em jogos tão mediáticos como os da Liga dos Campeões.
Sempre fui uma pessoa bastante calma. Não coloco muita pressão sobre mim própria. Adoro jogar, adoro a minha posição. Gosto também de transmitir confiança às minhas colegas, mostrar-lhes que me sinto bem, que estou pronta e que podem confiar em mim. Por isso, não me pressiono demasiado. Quero apenas sentir-me bem e desfrutar do jogo. É assim que atinjo o meu melhor nível.

- Já conquistou troféus no PSV, no Twente e até na Juventus. A Liga dos Campeões é o objetivo máximo que se imagina alcançar no futuro?
O meu percurso até agora tem sido excelente. É uma honra jogar aqui e disputar a Liga dos Campeões, que é a competição mais importante da Europa. Gostava muito de poder dizer um dia que conquistei a Liga dos Campeões. Neste momento, estamos focadas na Juventus e em vencer com a Juventus, jogo a jogo, etapa a etapa, mas gostava mesmo de o poder afirmar um dia.
- O Wolfsburgo conta com jogadoras neerlandesas como a Janu Levels ou a Lineth Beerensteyn. É uma vantagem conhecer os seus hábitos nos treinos, ou será uma vantagem para elas por conhecerem os seus instintos?
Quer seja para mim ou para elas, pode ser uma vantagem. Mas, ao mesmo tempo, pode tornar-se ainda mais difícil porque nos conhecemos e podemos alterar coisas durante o jogo. Podemos preparar-nos de forma diferente. Pode ser tanto uma vantagem como uma desvantagem. É difícil de dizer.
"Sinto que existe um espírito olímpico em Turim"
- Como era a sua relação com a Pauline Peyraud-Magnin? Ela era a número um quando chegou. Ajudou-a a dar o salto para ser agora a titular?
Desde o início, eu e a Pauline tivemos uma boa relação. Conhecemo-nos pela primeira vez no Europeu, depois dos nossos respetivos jogos, e houve logo empatia. Penso que o primeiro contacto é importante e senti uma boa energia, não só com ela, mas também com as outras guarda-redes. Sempre fomos muito próximas, ajudámo-nos mutuamente e estou mesmo feliz por ter jogado com ela.
- Ela avisou-a da sua saída para os Estados Unidos antes de ser oficial, para que pudesse preparar-se?
Claro, no dia em que saiu nos meios de comunicação, já sabíamos antes. Mas agimos normalmente; ainda tínhamos jogos para disputar e treinos. Mantivemo-nos profissionais, mesmo sabendo que ela ia sair.
- Quais são os seus objetivos nesta competição? O empate incrível frente ao Lyon (3-3) deu-lhe ainda mais motivação para o que aí vem?
É isso que queremos. Esta é a liga mais importante da Europa. Ser capaz de fazer uma exibição assim contra o Lyon mostra que conseguimos competir nesta competição, e esse é o nosso objetivo. Vamos avançando passo a passo, mas penso que estamos a sair-nos bem.
- Daqui a um mês vão disputar-se os primeiros jogos de qualificação para o Mundial. Como guarda-redes dos Países Baixos, como vê as suas hipóteses de lutar pela titularidade frente à Daphne van Domselaar?
Por agora, é difícil de dizer. E claro, não será uma decisão minha. Tento apenas mostrar-me na Juventus e na seleção, mostrar o meu valor. Mas a escolha será sempre feita pelo treinador, pelo técnico. Sei que a Daphne tem muita experiência, tal como a Lize Kop. Mas, como disse, tento mostrar-me e não posso fazer mais nada.
- Sente o espírito olímpico em Turim, uma das cidades anfitriãs dos atuais Jogos Olímpicos?
Sinto que existe um espírito olímpico. Falamos disso entre as raparigas aqui, assistimos às provas. É divertido representar o nosso país e conversar sobre isso entre nós. Todos gostamos de desporto, por isso é um grande evento e apoiamos toda a gente.
