“O FC Barcelona informa que hoje notificou formalmente a EUROPEAN SUPER LEAGUE COMPANY e os Clubes que fizeram parte da mesma da sua desvinculação do projeto da Superliga europeia”, pode ler-se na nota.
Esta é a curta, mas incisiva mensagem publicada pelo Barça, cujo presidente, Joan Laporta, nos últimos meses tinha procurado reaproximar-se dos dirigentes da UEFA, precisamente o oposto do que estava a fazer em relação a um Real Madrid do qual, devido à sua posição no caso Negreira, se vinha afastando. O próprio líder blaugrana chegou mesmo a afirmar que “as relações estavam rompidas” durante a Supertaça de Espanha.
Mas as tensões entre Florentino Pérez e Laporta já eram palpáveis há algum tempo, com este último particularmente descontente com a entrada do Real Madrid com uma acusação própria na investigação sobre os pagamentos multimilionários feitos a Enríquez Negreira quando este era vice-presidente do Comité Técnico de Árbitros (CTA).
Desde então, e vendo que todos os clubes que faziam parte do projeto original da Superliga se tinham retirado, com exceção dos dois gigantes do futebol espanhol, o Barcelona tomou medidas para regressar à proteção da UEFA.
A saída dos culés junta-se às já anunciadas da Juventus, Manchester United, Liverpool e Arsenal, sendo que os três emblemas ingleses tinham abandonado o projeto pouco depois do seu anúncio. Os italianos abandonaram o barco em 2024 e, agora, o Barcelona deixou o seu grande rival Real Madrid como único membro da empresa.
