O egípcio afirmou que já não tinha mais nada a provar e admitiu que não queria “lutar todos os dias” pelo seu lugar, declarações que, segundo Hamann, podem indicar que chegou o momento de jogador e clube seguirem caminhos diferentes.
Salah foi notícia depois de ter ficado no banco pelo terceiro jogo consecutivo da Liga, regressando mais tarde como suplente. Continuam a existir dúvidas sobre o seu futuro a longo prazo após a CAN.
“Também houve exibições fracas sem o Salah, por isso não é justo colocar toda a responsabilidade nele. Mas a frase do Salah sobre não querer ter de provar o seu valor todos os dias chamou-me a atenção. É mesmo assim que as coisas funcionam”, afirmou Hamann à BetGoat.
“Quando chegam jogadores como Isak, Ekitiké e Wirtz, e tens o Gakpo, tens de lutar pelo teu lugar independentemente do passado. A grande questão é: estará o Salah preparado para ficar no banco durante alguns jogos se o treinador considerar que outro está melhor, mesmo que seja numa meia-final ou final da Liga dos Campeões? Se não estiver, talvez o melhor seja mesmo separar caminhos", acrescentou.
“Não vejo razão para o Salah e o Wirtz não poderem jogar juntos. O Salah teve dificuldades em marcar de bola corrida desde o Natal do ano passado. A questão é até que ponto o Salah ainda consegue influenciar os jogos. Tem agora 32 ou 33 anos; para jogadores ofensivos, seis meses podem fazer uma enorme diferença", concluiu Hamann.
