Recorde as incidências da partida
Vinícius Jr. decidiu a vitória dos espanhóis (1-0), no Estádio da Luz, em Lisboa, para a primeira mão do play-off da fase a eliminar da Liga dos Campeões, tendo indignado o público na comemoração do único golo do jogo, aos 50 minutos.
O avançado madrileno recebeu cartão amarelo pelos festejos e teve uma altercação com Prestianni, que foi acusado pelo brasileiro de ter proferido alegados insultos racistas.
O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois, já depois de alguma confusão na zona técnica com elementos das duas equipas e do arremesso de objetos por parte dos adeptos para o relvado.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos”, lê-se numa mensagem publicada por Vinícius Jr. redes sociais, após o jogo.
O jornal desportivo argentino Olé destacou nas redes sociais uma declaração do antigo jogador francês Thierry Henry durante uma transmissão televisiva, na qual afirmou: "Vamos ver o quão homem Prestianni realmente é. Ele tapou a cara; não pode dizer que não disse nada".
O Olé referiu ainda os comentários da antiga estrela neerlandesa Wesley Sneijder, que declarou: "Prestianni devia ser homem e não tapar a boca ao dizer isso a Vinícius. Se vai dizer, pelo menos devia dizer sem tapar a boca".

O jornal sublinha ainda que o argentino pode ser punido com uma suspensão de dez jogos pela UEFA.
O diário Clarín, na edição digital de desporto, estampou a manchete "Todos contra Gianluca Prestianni após o escândalo com Vinícius em Benfica-Real Madrid: Mbappé insultou-o cara a cara e pediu a sua suspensão da Liga dos Campeões".
Após o jogo, na zona mista, o avançado francês do Real Madrid Kylian Mbappé acusou Prestianni de ter chamado por cinco vezes "macaco" a Vinícius Jr.
O jornal La Nación deu especial atenção aos pormenores da carreira de Prestianni, um jovem de 20 anos "cuja carreira está em ascensão".
O argentino estreou-se pelo Vélez Sarsfield com apenas 16 anos, tornando-se o jogador mais jovem na história do clube que conquistou a Taça dos Libertadores em 1994.
Segundo o La Nación, a saída de Prestianni do Vélez para o Benfica em 2024 ocorreu após a claque organizada do clube o ter ameaçado de morte após uma exibição menos conseguida.
O alegado episódio de racismo também foi condenado pela Confederação Brasileira de Futebol, que se solidarizou com o avançado, habitual convocado pela seleção do seu país, detentora de cinco títulos mundiais.
“Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum. Vini, você não está sozinho. A sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade. Temos orgulho em você. Seguiremos firmes na luta contra todas as formas de discriminação. Estamos ao seu lado. Sempre”, transmitiu o organismo, numa publicação nas redes sociais.
