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Num duelo apenas com quatro capítulos, os encarnados prevaleceram sempre, já que o único jogo que não venceram, a única derrota, aconteceu na segunda mão de um duelo que ficou decidido na primeira, com uma inapelável goleada por 5-1.
Os grandes duelos aconteceram há muitas décadas, nos anos 60 do século passado, quando o Benfica era um dos ‘gigantes’ da Europa, mas há um recente, que só tem semanas, e também caiu, com estrondo e história, para o lado das águias.
Em 28 de janeiro, sob chuva, os encarnados estavam obrigados a ganhar para chegar ao play-off de acesso aos oitavos de final e os merengues precisavam de pontuar para evitar esta fase e seguir diretamente para os oitavos.
As odds eram claramente favoráveis aos madrilenos, mas, no final, impôs-se o Benfica e de forma épica, pois, sobre o final, percebeu que precisava de ganhar por dois golos para chegar ao play-off e selou o definitivo 4-2 aos 90+8 minutos, com um golo para a lenda do guarda-redes Trubin.
O gigante ucraniano subiu à área para a última jogada do encontro e marcou de cabeça, dando a melhor sequência a um livre do norueguês Aursnes, num golo que correu mundo e qualificou a equipa comandada pelo ex-merengue José Mourinho.
Para chegar a esta situação, o Benfica teve primeiro de dar a volta ao tento inaugural do francês Kylian Mbappé, aos 30 minutos, o que fez com um bis de norueguês Schjelderup (36 e 54 minutos) e a um tento de penálti do grego Pavlidis (45+5).
Aos 58 minutos, o gaulês ainda marcou um novo golo, reduzindo então para 3-2, mas o Real Madrid, que acabou com nove, por expulsões já nos descontos de Asencio e Rodrygo, já não foi capaz de chegar ao empate que lhe daria os oitavos.
Este embate foi o primeiro entre os dois conjuntos em mais de seis décadas, e reeditou os triunfos encarnados - todos na principal competição de clubes, então a Taça dos Campeões Europeus - na final de 1961/62, por 5-3, em Amesterdão, e na primeira mão dos quartos de final de 1964/65, por 5-1 – sofreu, depois, o único desaire, um 1-2 com sabor a apuramento.
O primeiro duelo, e o mais importante, por ser numa final, realizou-se em 02 de maio de 1962, em Amesterdão, nos Países Baixos, onde o Benfica, então campeão europeu em título, superou o Real Madrid, já com cinco orelhudas, por 5-3.
José Águas (25 minutos), Domiciano Cavem (33), Mário Coluna (50) e o rei Eusébio (63, de grande penalidade, e 69) marcaram os golos que permitiram ao Benfica revalidar o título conquistado em 1960/61, face ao Barcelona (3-2, em Berna).
Pelo Real Madrid, grande destaque para o temível avançado magiar Ferenc Puskás, que conseguiu um hat-trick, selado aos 18, 23 e 40 minutos.
Depois desse sucesso, o Benfica esteve muitas vezes perto do terceiro cetro, mas nunca o conseguiu, nomeadamente em 1964/65, época em que, nos quartos, teve mais um memorável confronto com o Real Madrid, que resolveu no primeiro jogo.
Em 26 de fevereiro de 1965, na antiga Luz, o Benfica esteve imparável e goleou os madrilenos por 5-1, com tentos de José Augusto (nove minutos), Eusébio (12 e 25), António Simões (75) e Mário Coluna (87), contra um de Amâncio Amaro (58).
Os encarnados praticamente garantiram as meias, com o Real ainda a adiantar-se na segunda mão, em 17 de março, com um tento de Ramón Grosso, aos 10 minutos, mas com Eusébio a igualar e sentenciar o apuramento, aos 40.
Na segunda parte, aos 70, Puskás voltou a marcar ao Benfica, mas tudo estava resolvido.

Feitas as contas, o Benfica venceu três de quatro embates, incluindo uma final, e marcou quase o dobro dos golos (15 contra oito), num balanço favorável do qual poucas equipas europeias se podem orgulhar.
O quinto encontro entre Benfica e Real Madrid, a contar para a primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões em futebol, está marcado para terça-feira, pelas 20:00, no Estádio da Luz, em Lisboa.

