Recorde as incidências da partida

Com Ronaldo, o Fenómeno, e Christian Vieri na bancada, ambos posaram antes do jogo com camisolas de homenagem, Pio Esposito e Marcus Thuram sentiram-se mais responsáveis do que nunca por levar o Inter para a frente. O objetivo era recuperar o 3-1 sofrido na primeira mão em casa do Bodo/Glimt, o mínimo exigido para quem está a dominar o campeonato italiano. Logo após dois minutos, o avançado de 2005 esteve perto de marcar de cabeça, após um cruzamento da esquerda de Dimarco.
Num canto do lado direito, sempre batido por Dimarco, o Inter criou perigo com um cabeceamento que foi travado em cima da linha. Os nerazzurri acreditavam, criaram algumas boas oportunidades e aumentaram gradualmente o pressing, enquanto o Bodo respondia com atenção e procurava defender-se de forma organizada.
Tentativas sem sucesso
Num outro canto, Bastoni cabeceou sem oposição, mas colocou demasiada força na bola, que saiu por cima da barra. Pouco depois, novamente num canto cobrado por Dimarco, Frattesi cabeceou com potência, mas Haikin brilhou com uma defesa extraordinária.
No final da primeira parte, o jogo tornou-se confuso: Barella caiu, exagerando o contacto com Hogh, que, no entanto, tocou na bola. A bola chegou a Dimarco, que tentou o remate, mas atirou muito por cima. Assim terminou uma primeira parte em que o Inter atacou de forma constante, mas não conseguiu encontrar o golo.
Castigo
O início da segunda parte viu os nerazzurri a continuar na mesma linha da primeira. Um livre de Dimarco de longe foi parar às mãos de Haikin, enquanto num canto houve uma confusão em que Akanji cabeceou sem convicção. Pouco antes, o suíço tinha sido obrigado a colocar uma ligadura na cabeça devido a um golpe no sobrolho, que o fez sangrar bastante.
Talvez ainda atordoado pelo impacto, o suíço saiu mal com a bola aos 58 minutos, perdeu a posse e facilitou a incursão de Blomberg: o remate deste foi defendido por Sommer, mas sobrou para o pé esquerdo do ex-Milan Hauge, que encostou facilmente para a baliza deserta e silenciou San Siro, que sentiu o frio do Norte da Noruega a cair de repente sobre Milão.
Com o caminho cada vez mais difícil, os anfitriões foram castigados pouco depois por um contra-ataque finalizado de forma brilhante por Evjen, que disparou um remate seco em diagonal, batendo Sommer.
A reação instintiva surgiu logo a seguir, com Bastoni a marcar de joelho à boca da baliza, levando o resultado para 1-2.
Assim, sem o capitão Lautaro e com Vieri e Ronaldo a refletir nas bancadas, o Inter revelou-se incrivelmente pouco eficaz no ataque. E despediu-se da Champions antes do tempo, como vice-campeã. A eliminação, já parcialmente desenhada no Círculo Polar Ártico, confirma também a fragilidade do futebol italiano no continente, onde a frescura física e mental faz toda a diferença.

