Acompanhe as incidências da partida
E se Mónaco conseguisse salvar a sua época? Uma hipótese que parecia pouco realista há cerca de doze dias, mas que agora ganha consistência. Depois de ter estado a vencer por 2-0 ao fim de quinze minutos frente ao PSG no play-off da Liga dos Campeões, antes de ser derrotado (2-3), sobretudo devido a erros defensivos e a um novo cartão vermelho de Aleksandr Golovin (o seu segundo em apenas quatro dias…), os monegascos viraram o resultado frente ao Lens (2-3), num cenário oposto ao de terça-feira.

Capacidade de reação comprovada
No sábado, em Bollaert, tudo parecia decidido depois de Florian Thauvin ter ampliado a vantagem aos 56 minutos. Mas aos 72', Folarin Balogun, Denis Zakaria e Ansu Fati mudaram completamente o rumo do jogo. Assim, desde a derrota no Louis-II frente ao Lorient (1-3) a 16 de janeiro, o clube do Rochedo não voltou a perder e somou onze pontos em quinze possíveis.
Apesar da derrota frente ao PSG, que voltará a defrontar na Liga 1 a 6 de março no Parc, o Monaco recuperou competitividade, apesar das lesões, suspensões e lapsos de concentração. Por que não surpreender o PSG esta quarta-feira?
Posto à prova, o campeão europeu em título respondeu e encontrou forças para vencer. Mas sem Ousmane Dembélé, Fabian Ruiz e Senny Mayulu, os parisienses perderam três jogadores fundamentais, e Désiré Doué, peça-chave na reviravolta no Principado, esteve em dúvida antes de participar na última sessão coletiva na terça-feira.
À beira da saída, Sébastien Pocognoli parece ter encontrado os recursos físicos e mentais para finalmente impulsionar o Mónaco. Até Fati, que estava em dificuldades desde a saída de Adi Hütter, foi decisivo ao entrar do banco e continua a ser o melhor marcador do clube esta época. O internacional espanhol pode até ser titular no lado esquerdo de um 4-2-3-1, com Folarin Balogun na frente, caso Maghnes Akliouche, que esteve muito tempo em dúvida, seja poupado no início do jogo.
Será que a sequência atual dos monegascos pode elevar-se ainda mais? É esse o grande desafio desta segunda mão, em que, mesmo com um golo de vantagem, o PSG terá toda a pressão sobre os seus ombros.
