Liga dos Campeões: O "dono e senhor" da competição volta a estar no caminho do Benfica

Trubin marcou o golo do 4-2 que apurou o Benfica no jogo com o Real Madrid
Trubin marcou o golo do 4-2 que apurou o Benfica no jogo com o Real MadridREUTERS/Pedro Nunes

O Real Madrid, recordista de troféus da principal competição europeia de clubes de futebol, vai disputar com o Benfica uma vaga nos oitavos de final, menos de um mês depois do desaire épico no Estádio da Luz.

Na quarta-feira, na derradeira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, o Benfica conseguiu o terceiro triunfo em quatro partidas oficiais com os merengues, num duelo que acabou por ser épico, uma vez que o 4-2 foi selado aos 90+8 minutos pelo guarda-redes ucraniano Trubin e valeu o apuramento para o play-off de acesso aos oitavos de final, na altura a um golo de distância.

Sem esse golo, os encarnados teriam ficado fora da ‘Champions’, mas teriam, ainda assim, batido os merengues, com dois tentos Schjelderup e um penálti do grego Pavlidis, em resposta ao remate inaugural de Mbappé, que no segundo tempo viria a bisar na Luz.

O desaire em Lisboa atirou o Real Madrid para fora do top-8 - terminou no nono lugar -, obrigando-o a disputar o play-off pela segunda época seguida, já que em 2024/25, os blancos terminaram a fase de liga na 12.ª posição, na primeira edição do novo formato da prova, em que acabaram eliminados pelo Arsenal nos quartos, após ultrapassarem Manchester City, no play-off, e o rival citadino Atlético, nos oitavos.

O emblema da capital espanhola tem vivido uma época conturbada, que levou à troca de Xabi Alonso por Álvaro Arbeloa no comando técnico, há pouco mais de duas semanas, sendo que, neste exercício de 2025/26, já perdeu a final da Supertaça de Espanha, foi eliminado da Taça do Rei pelo Albacete, do segundo escalão, mas segue a apenas um ponto do líder FC Barcelona no campeonato.

Contudo, não se pode desvalorizar a relação quase umbilical que o Real Madrid tem com a principal prova de clubes europeus, já que, além de ter vencido as cinco primeiras edições da Taça dos Campeões (1956 a 1960), é o emblema mais triunfante, com 15 troféus erguidos em 18 finais disputadas, e parece sempre encontrar forças para inverter eliminatórias aparentemente perdidas na Champions.

De resto, os merengues lideram o palmarés da competição com larga margem para a concorrência, com mais do dobro dos títulos do segundo, o AC Milan, que tem sete, seguindo-se-lhe Liverpool e Bayern Munique, ambos com seis.

Ainda que esteja longe dos tempos áureos, a equipa que foi liderada pelo atual técnico do Benfica, José Mourinho, entre 2010 e 2013, conta no seu plantel com jogadores de outra estirpe, desde logo o francês Kylian Mbappé, melhor marcador da presente edição da ‘Champions’, com 13 golos, e o brasileiro Vinícius Júnior, esta época contestado pelos adeptos merengues.

Courtois, que na quarta-feira voltou a demonstrar o porquê de ser um dos melhores guarda-redes do mundo, Rüdiger, Alaba, Alexander-Arnold, Huijsen, Bellingham, Valverde, Rodrygo ou os prodígios Arda Güler e Mastantuono são alguns dos nomes mais sonantes de um plantel que integra ainda Álvaro Carreras, lateral que trocou a Luz pelo Bernabéu no último verão.

Certo é que no encontro da primeira mão do play-off, o Real Madrid não terá ao seu dispor, pelo menos, o central Asencio e o avançado Rodrygo, que foram expulsos em Lisboa, quando o Benfica alcançou a sua terceira vitória em quatro partidas oficiais diante do Real Madrid.

Até então, as águias tinham vencido a final da Taça dos Campeões Europeus de 1961/62, por 5-3, em Amesterdão, e na primeira mão dos quartos de final de 1964/65, por 5-1 – depois, sofreram o único desaire deste curto histórico, um 1-2 com sabor a apuramento.

Benfica e Real Madrid jogam a primeira mão do play-off no Estádio da Luz, em 17 ou 18 de fevereiro, e reencontram-se na semana seguinte, no dia 24 ou 25 do mesmo mês, em Madrid.

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