Luisão, recorde-se, criticou Prestianni no caso de alegado racismo a Vinícius Júnior, no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, que o Real Madrid venceu por 0-1 no Estádio da Luz.
"Sou benfiquista, 100% benfiquista. No jogo com o Real Madrid aconteceu a situação do Vinícius Júnior… Não estou a julgar o Prestianni que foi meu jogador quando era diretor, nem o Vini Jr. O protocolo nunca vai resolver nada, seja racismo ou qualquer outra coisa. Esta camisola é muito grande. Amo o Benfica, é a minha segunda pele, mas é preciso ser-se digno para vestir o manto sagrado. E este texto (do Prestianni) piora tudo porque é mentira. O futebol ganha-se na raça, na luta. Foi um ato racista sim e estou envergonhado com isso. Defendo o manto e tenho experiência, sei do que falo. Não estou a julgar ninguém. Apenas a dizer que o Benfica é demasiado grande para estar envolvido nisto, seja verdade ou não. Apesar de, pela experiência, saber a verdade", disse Luisão, que vestiu a camisola do Benfica em 538 ocasiões, entre 2003 e 2019, com seis campeonatos conquistados.
Já esta quarta-feira, Luisão, em declarações à ESPN Brasil, denunciou as ameaças que recebeu ao longo do dia nas redes sociais.
"Fui ofendido nas redes sociais, chamaram-me de macaco, de Judas, que não piso mais o Estádio da Luz", afirmou o antigo central do Benfica.
"A camisola do Benfica é a minha segunda pele!", reiterou Luisão.
"Fico triste por isso, até quando nos posicionamos num coisa gravíssima... por isso é que acho que o Vini é um herói e referência no requisito de defender a bandeira do preconceito... do não ao racismo. Dói na pele, sentes sem poder fazer nada, sem poder agir. Só espero que Europa, como ela é referência, que seja também uma referência contra o racismo", completou Luisão, que não escondeu a emoção.
