Mbappé não tem dúvidas: "O número 25 chamou 'macaco' cinco vezes ao Vini, eu ouvi"

Mbappé discute com Otamendi
Mbappé discute com OtamendiReuters

A estrela do Real Madrid Kyllian Mbappé não tem dúvidas quanto ao alegado insulto racista de Prestianni a Vini Jr., momento que fez estalar o verniz logo após o golo do brasileiro que decidiu a partida diante do Benfica, no Estádio da Luz.

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O Real venceu o Benfica em Lisboa por 1-0, mas o jogo ficou marcado por um episódio de racismo direcionado a Vinícius Júnior. O encontro esteve parado durante 10 minutos no Estádio da Luz após o árbitro ativar o protocolo da UEFA, e gerou revolta no plantel merengue. O incidente ocorreu logo após o golo, marcado pelo brasileiro que, na comemoração, terá ouvido insultos racistas do avançado argentino Prestianni, do Benfica.

"O número 25 do Benfica - não quero dizer o seu nome porque não merece -, começou a falar mal, algo que não se aceita, mas são coisas que acontecem no futebol, mas depois colocou a camisola na boca e disse que o Vini era um 'macaco' cinco vezes. Eu ouvi, há jogadores do Benfica que ouviram, e depois deste ponto começou tudo", explicou o avançado francês na zona mista.

Apesar desse momento, Mbappé destacou que já veio a Portugal muitas vezes e que tem muitos amigos portugueses, recusando uma ligação entre este caso e o país, absolvendo também os adeptos do Benfica presentes no Estádio da Luz.

"Nunca me aconteceu nada e também há pessoas que não fizeram nada. No Estádio há 60 mil pessoas que não fizeram nada, só queriam apoiar a sua equipa. Tenho o máximo respeito pelo Benfica e pelo seu treinador (José Mourinho), um dos melhores da história e do Real Madrid", sublinhou.

No entanto, voltou à carga contra Prestianni. 

"Mas este jogador, para mim, não merece jogar mais a Liga dos Campeões. É uma coisa maravilhosa jogar esta competição, todos têm muitos sonhos com a Champions, jogadores, jornalistas, crianças e temos que dar o melhor exemplo aos jovens. Porque se deixamos passar este tipo de coisas, todos os valores do futebol não servem para nada. Há que fazer algo", atirou.

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