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Na fuga ao ambiente carnavalesco, o Bayer Leverkusen levava consigo o desejo de vingança. "Perdemos lá da última vez. Isso incomodou-nos", afirmou o diretor desportivo Simon Rolfes antes de embarcar, na terça-feira de Carnaval, para o reencontro com o Olympiakos na Liga dos Campeões: "Por isso, estamos satisfeitos por agora termos a oportunidade de nos desforrarmos".
O clube alemão quer evitar a todo o custo um déjà-vu no jogo da primeira mão do play-off, na quarta-feira, para chegar à segunda mão com uma boa vantagem. Há apenas quatro semanas, a equipa alemão saiu derrotada por 2-0 no ambiente hostil do campeão grego. Para que o objetivo de chegar aos oitavos de final não fique em risco, Rolfes espera agora uma exibição completamente diferente.
Carnaval? "Só na televisão"
"Esse aviso, essa experiência vai ajudar-nos a estar atentos. Estou convencido de que temos capacidade de aprender e vontade de abordar o jogo da forma certa. Vamos lá para ganhar", afirmou o antigo jogador, antecipando um duelo escaldante no Estádio Georgios Karaiskakis: "Vamos encontrar a mesma atmosfera e o mesmo tipo de futebol. Para eles, será o jogo do ano".
Para manter o foco total na partida, Rolfes assumiu até o papel de estraga-prazeres. Depois da vitória convincente no campeonato, no sábado, frente ao St. Pauli (4-0), o dirigente de 44 anos proibiu qualquer festa de Carnaval para os jogadores. "Nada de Carnaval, o podem ver o desfile na televisão", disse Rolfes, de forma firme, após o triunfo sobre o candidato à descida.
Também Kasper Hjulmand não quis dar liberdade para festejos, mesmo depois do bom ensaio geral da sua equipa, que tem sido bastante irregular. "Não, não, não, não. Tranquilidade. Em casa. Comer. Dormir. E depois segue-se o trabalho", respondeu o treinador dinamarquês quando questionado se os seus jogadores podiam aproveitar um pouco do Carnaval.
Para Hjulmand, o triunfo do sexto classificado da Bundesliga frente aos hamburguenses foi, pelo menos, um "bom impulso" para o desafio na Grécia. Rolfes já traçou o plano para uma desforra bem-sucedida. "Temos de jogar em profundidade, chegar à área, pressionar o adversário no seu meio-campo", exigiu o diretor desportivo: "O objetivo são os 16 melhores – queremos lançar as bases para isso com uma exibição de topo".
