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Victor Osimhen quebrou o silêncio e voltou a abordar a sua saída do Nápoles, precisamente na véspera do confronto da Liga dos Campeões frente à Juventus.
Numa entrevista à Gazzetta dello Sport, o avançado do Galatasaray recorda os meses mais conturbados da sua passagem pelo clube napolitano, desde o caso do vídeo publicado no TikTok às tensões com a direção, até à negociação falhada com os bianconeri. Palavras duras, que reabrem uma ferida que nunca chegou a sarar por completo.
O vídeo
"Lamento pelos adeptos, até porque nunca falei sobre o que aconteceu. Alguns deles apareceram à porta da minha casa a pedir explicações. Conversámos, pedi-lhes que se colocassem no meu lugar. Depois de o Nápoles ter publicado aquele vídeo no TikTok, algo se quebrou de forma definitiva".
"Qualquer um pode falhar um penálti, qualquer um pode ser alvo de gozo por isso. O Nápoles só o fez comigo, e ainda por cima com certas insinuações. Fui alvo de insultos racistas e tomei a minha decisão: queria sair. Apaguei as fotos com a camisola do Nápoles do meu Instagram e aproveitaram logo para me virar contra os adeptos. E pensar que a minha filha, para mim, é mais napolitana do que nigeriana…".
O Nápoles
"Tínhamos um acordo de cavalheiros segundo o qual, no verão seguinte, eu poderia sair, mas do outro lado o compromisso não foi totalmente cumprido. Tentaram mandar-me jogar para qualquer lado, tratavam-me como um cão. Vai para aqui, vai para ali, faz isto, faz aquilo… Lutei muito para fazer carreira, não podia aceitar esse tipo de tratamento. Não sou um fantoche. Ninguém pediu desculpa publicamente pelo que aconteceu. Depois daquele vídeo famoso, o Edoardo De Laurentiis ligou-me várias vezes. Fim", revelou.
"Assim que chegou, o Conte chamou-me ao seu gabinete e disse-me que estava a par da situação, mas que, apesar de tudo, queria que eu ficasse. Expliquei-lhe que gostaria de trabalhar com ele, mas já tinha tomado a minha decisão: não queria continuar a trabalhar num sítio onde não me sentia feliz", acrescentou o avançado nigeriano.

Spalletti e a nega de De Laurentiis à Juventus
"Dizia-se que discutíamos, mas não era verdade: tenho-lhe muita estima. Dormiu meses no centro desportivo do Nápoles, a trabalhar dia e noite para nos convencer de que podíamos conquistar o scudetto. Trouxe o Kim, o Anguissa, o Kvaratskhelia e também a mim ao topo da forma, triunfando com um clube que não o conseguia há décadas. Exigia muito, mas dava-te ainda mais. Certos treinadores fazem-te crescer primeiro como homem e depois como futebolista".
"Antes de começar a negociação com o Galatasaray, o Giuntoli ligou-me para me levar para a Juve. Falei com algumas pessoas do clube, mostraram-me interesse, mas sabia que ele (De Laurentiis) não me deixaria sair. Em todo o caso, o interesse era real. E quando a Juve te liga, independentemente de tudo, tens de te sentar e ouvir", concluiu.

