Rui Costa: "Sabemos quem temos em casa, Prestianni é tudo menos racista"

Rui Costa falou aos jornalistas
Rui Costa falou aos jornalistasSL Benfica

À partida para Madrid, o presidente do Benfica falou pela primeira vez sobre o caso Prestianni. Argentino está suspenso provisoriamente pela UEFA na sequência de um alegado insulto racista

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Jogo em Madrid: “É escusado dizer o grau de dificuldade do jogo, jogar no Bernabéu, reverter o resultado na luz, mas a micção e crença é inabalável. Já provámos que somos capazes, lutámos muito para estar aqui e vamos jogar este jogo com todas as nossas armas e ambição”.

Decisões da UEFA: Temos este caso pelo meio, do Prestianni, que estamos impossibilitados de o usar, para já. Metemos um recurso porque entendemos que nada está provado e não justifica a ausência do jogador. Pensávamos que a UEFA olhasse para um caso (agressão de Valverde a Dahl), que é completamente diferente, e não queremos usar para anular a situação Prestianni, mas não podemos esquecer o que aconteceu. Há uma agressão do Valverde que devia ficar fora do jogo.”

Prestianni: “Não estou dentro do campo para saber o que foi dito ou não. Numa situação daquelas há muita coisa que é dita. Acreditamos na palavra do nosso jogador. Sabemos quem temos em casa, está a ser crucificado como uma pessoa racista, mas é tudo menos racista. É essa confiança que temos no jogador. O facto de falar uma semana depois é fácil de explicar: informamos os adeptos dos procedimentos, defendemos o jogador e não justificava falar antes do processo estar finalizado”.

Liga dos Campeões: “Partimos muito mal nesta competição, com quatro derrotas conseguidas. Tivemos um final de prova brilhante, lutámos muito para estar aqui, a vitória com o Real Madrid na última jornada da fase de grupos permite isso. Estamos numa eliminatória extremamente difícil, vamos jogar na casa do clube com mais Liga dos Campeões, sabemos a dificuldade, mas a confiança da equipa é altíssima. Confio no trabalho que está a ser feito e acredito que temos as nossas esperanças”.

Críticas internacionais: “Ao longo da sua história, o Benfica tem sido um exemplo de inclusão de antirracismo, a bandeira maior é um jogador africano, quer do posto vista desportivo e social é um exemplo de inclusão. O Benfica não se sente ofendido. Houve um incidente no campo que está a ser apurado. Colaborámos, dentro do campo toda a gente assistiu às escaramuças num jogo de Liga dos Campeões, muito aceso e vivo”.

Conversa no balneário: “Falámos todos, houve uma conversa com toda a gente. É incomodo para toda a gente. Prestianni não é racista, caso contrário não representaria o Benfica. Não desvalorizando a situação humana, estamos a falar do campo, onde assistiram ao que se passou. Não belisca o Benfica enquanto clube inclusivo e antirracista que não ia ter um jogador racista no plantel. Acreditamos no jogador porque acreditamos que não é racista, caso contrário não ia permitir que representasse o Benfica”.

Túnel: “Bastava olhar para as imagens, Rui Costa foi ao túnel porque o jogo acabou como acabou e a preocupação do Benfica era não perder mais nenhum jogador. Se tivesse acontecido, com aquela gente toda, os delegados da UEFA tinham escrito”.

Prestianni não falou: “Prestianni fez a sua defesa, quisemos proteger o jogador que está a ser massacrado por toda a gente. Estamos a falar de uma pessoa que não tem nada de racista e merece a nossa confiança num caso como este. O Benfica estará ao lado de Prestianni”.

Imagem do Benfica: “O Benfica fez alguma campanha racista, mostrou que é um clube racista? Pelo contrário. O Benfica não se sente beliscado por isso, nunca teve um acto racista. Não é dizer isto por ficar bem, mas o símbolo maior é um jogador negro”.

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