A polícia classificou o jogo em Birmingham, em novembro, como de "alto risco", referindo-se a jogos anteriores do Maccabi, incluindo um encontro da Liga Europa em Amesterdão, que originou confrontos entre locais e adeptos israelitas.
A decisão de proibir a presença de adeptos do Maccabi no jogo da Liga Europa da UEFA em Villa Park foi fortemente criticada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, levando o governo a ordenar um relatório independente, que deverá ser publicado ainda esta quarta-feira.
A pressão sobre a polícia de West Midlands aumentou depois de várias provas usadas para justificar a decisão se terem revelado erradas, com a força policial a rejeitar as acusações de que a medida teria motivações políticas em vez de preocupações com a segurança dos adeptos.
Num relatório de informações para o jogo, a polícia referiu um encontro entre o West Ham e o Maccabi Telavive – que nunca chegou a realizar-se.
Quando questionado sobre este ponto pelos deputados no início do mês, o chefe Craig Guildford insistiu que o erro resultou de uma pesquisa no Google e que a força policial não tinha recorrido à inteligência artificial na sua investigação.
No entanto, numa carta enviada aos deputados esta quarta-feira, Guildford admitiu que a informação errada se deveu ao uso do Microsoft Co Pilot, um chatbot de IA.
"Gostaria de apresentar o meu profundo pedido de desculpas à comissão por este erro", afirmou Guildford, acrescentando que "não houve qualquer intenção de induzir a comissão em erro".
Esta situação surgiu depois de a comunicação social britânica ter noticiado, em dezembro, que a polícia neerlandesa também contestou as provas apresentadas pela força de West Midlands para justificar a proibição.
A polícia britânica alegou ter sido informada de que adeptos do Maccabi estiveram envolvidos em vários incidentes violentos durante os confrontos em Amesterdão em 2024 – mas políticos e polícia neerlandeses contrariaram parcialmente essa informação.
A decisão de proibir os adeptos foi igualmente alvo de duras críticas por parte de políticos israelitas, que consideraram a medida antissemita.
A ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, vai apresentar esta quarta-feira as conclusões do inquérito independente, o que poderá aumentar ainda mais a pressão sobre Guildford, depois de a líder da oposição, Kemi Badenoch, ter pedido a sua demissão devido ao caso.
O jornal The Guardian avançou que o relatório do organismo de supervisão deverá concluir que a polícia cometeu uma série de erros na recolha e gestão das informações ao tomar a decisão.
O jogo realizou-se sob forte segurança, mas sem adeptos do Maccabi, depois de a equipa israelita ter recusado a sua quota de bilhetes para o setor visitante.
