México: Cruz Azul vence o Juárez, de Pedro Caixinha, no Clausura (3-4)

Cruz Azul vence de forma agónica o Juárez
Cruz Azul vence de forma agónica o JuárezProfimedia

Dizimada e exausta após resistir a dois longos períodos de compensação, a equipa do Cruz Azul venceu na sexta-feira, de forma angustiante e fora de casa, por 4-3 o Juárez, no arranque da 4.ª jornada do torneio Clausura-2026 do futebol mexicano.

Reveja aqui as principais incidências da partida

Ambas as partes deste encontro, disputado no Estádio Olímpico Universitário, tiveram descontos que ultrapassaram os 10 minutos. A Máquina Cementera, orientada pelo treinador argentino Nicolás Larcamón, atingiu os nove pontos e, devido à diferença de golos, ficou atrás do líder Guadalajara, que no sábado vai defrontar o Atlético San Luis.

Sob o comando do português Pedro Caixinha, os bravos de Juárez (11.º) estiveram perto de garantir o empate, mas ficaram-se pelas quatro unidades.

"Não gosto de uma equipa reativa, quero uma equipa proativa, mas como não consigo controlar tudo no futebol, tenho de estar muito satisfeito com a reação dos meus jogadores perante circunstâncias de grande dificuldade, porque o adversário, apesar de ser uma grande equipa, encontrou os golos sem grande esforço", resumiu Caixinha após a derrota.

A equipa celeste entrou de forma avassaladora e adiantou-se no marcador aos 37 segundos, com um golo do argentino Agustín Palavecino.

Os também argentinos José Paradela (7') e Carlos Rotondi (39'), além de Carlos Rodríguez (51'), contribuíram com golos para o triunfo.

A vitória do Cruz Azul teria sido mais folgada e tranquila, não fosse a grande penalidade que Rotondi atirou ao poste direito na segunda parte (62').

Perante as distrações e o cansaço do adversário, os Bravos responderam com dois golos do colombiano Oscar Estupiñán (45+10' e 90+1') e um do brasileiro Guilherme Castilho (81').

Os cementeros terminaram o encontro com dez jogadores devido à expulsão do avançado uruguaio Gabriel Fernández (81').

Pumas goleiam

No Estádio Olímpico Universitário, depois de duas exibições dececionantes em casa (empates frente ao Querétaro e ao León), os Pumas (3.º) reconciliaram-se com os seus adeptos ao golear 4-0 o debilitado Santos Laguna (17.º).

"Nem hoje somos os melhores, nem no jogo anterior, em que terminámos frustrados, éramos os piores. Hoje a equipa fez uma exibição importante", afirmou Efraín Juárez, treinador dos felinos, que continuam invictos na competição e somam oito pontos.

Os Guerreiros do Santos, orientados pelo treinador espanhol Francisco Rodríguez, sofreram a terceira derrota e mantêm-se com apenas um ponto, tendo a pior defesa do torneio, com 12 golos sofridos.

Jordan Carrillo, com um bis (12', 31'), o panamiano Adalberto Carrasquilla (21') e Alan Medina (39') marcaram os golos do triunfo dos Pumas.