A chegada de César Montes ao futebol europeu demorou a acontecer. Desde que se destacou como um central seguro e imponente, passaram-se sete anos até que o jogador formado nos Rayados desse o salto que muitos esperavam épocas antes. A sua transferência em 2022 para o Espanhol de Barcelona marcou o início de uma carreira na Europa que não correu como todos desejavam.
No entanto, longe de se encolher perante as adversidades, como a descida de divisão na sua primeira época no Espanyol, tal como outros mexicanos que optam por regressar à zona de conforto e riqueza da Liga MX, o jogador formado nos Rayados decidiu que valia a pena ficar e lutar contra a adversidade.
Contudo, após alguns anos no Almería e uma transferência insólita para o Lokomotiv da Rússia, Montes está a analisar, mais do que nunca, as propostas que chegam do México - como em todos os mercados - para garantir uma continuidade à prova de tudo e chegar em forma à competição mundialista que será disputada, em parte, no país.
Cruz Azul é o principal interessado
Com 28 anos, ainda com margem para alcançar a maturidade pessoal e futebolística, Montes é um jogador muito apetecível para o mercado mexicano. E embora seja fácil imaginar que o regresso aos Rayados de Monterrey seria o cenário mais lógico, tem sido o Cruz Azul, com a sua eterna necessidade de dar uma alegria aos adeptos com um título, quem demonstrou o maior interesse nos seus serviços.
Se assim o desejar, a equipa da Noria não terá qualquer dificuldade em pagar o passe do defesa mexicano, que chegou à Rússia em 2024 numa transferência a rondar os oito milhões de euros. Um valor que há muito deixou de assustar o mercado mexicano e que está dentro dos parâmetros quando se fala do tipo de estatuto que Montes possui.
Com a ausência de Jesús Orozco Chiquete devido a uma grave lesão no tornozelo, Montes seria o substituto ideal para o esquema de Nicolás Larcamón, a poucos dias do arranque do Clausura 2026. Um campeonato especial que não contará com internacionais na fase de liguilha devido ao Mundial.
Será Montes quem terá de resolver o dilema que o tempo e o seu talento lhe colocaram no caminho: interromper o percurso que tanto lhe custou construir para estar perto e em forma para o Mundial, ou continuar a lutar na difícil e distante Rússia para provar que vale sempre a pena deixar-se envolver pela coragem.
