Segue-se uma seleção dos jogadores a acompanhar no torneio mexicano.
Gignac: o adeus do cowboy
O contrato de André-Pierre Gignac com os Tigres – e a sua carreira – tem data marcada para terminar: 30 de junho de 2026.
À beira da retirada, a produção goleadora de Gignac diminuiu em 2025: apenas dois golos em 20 jogos na liga mexicana.
Com 40 anos, o avançado francês procura elevar ainda mais o seu registo como melhor marcador da história dos felinos, que atualmente é de 221 golos em 425 partidas.

"O André é uma lenda do clube, é um jogador que contribui imenso dentro e fora do relvado, exigindo muito dos mais jovens. Estamos a desfrutá-lo ao máximo", afirmou Gerardo Torrado, vice-presidente dos Tigres.
Figura central da era dourada do clube, o gaulês conquistou 10 troféus com a equipa mexicana, incluindo cinco títulos de liga, além de três prémios de melhor marcador.
Paulinho, o insaciável
E falando em títulos de melhor marcador,Paulinho arrecadou os últimos três e foi bicampeão pelo Toluca.
Com 33 anos, o português procura estabelecer um recorde absoluto nos torneios curtos do futebol mexicano: conquistar quatro títulos de melhor marcador consecutivos.
Assim igualaria as quatro coroas de campeão de golos que alcançou, embora de forma não consecutiva, o paraguaio José Saturnino Cardozo, maior goleador dos Diablos Rojos.
Além de ajudar o Toluca a prolongar o domínio no futebol mexicano, Paulinho tem um objetivo pessoal: "Vou fazer tudo para jogar um Mundial pelo meu país".

Martial à procura da redenção
Em situação menos favorável do que os anteriores, Martial terá de dissipar as dúvidas que deixou no seu torneio de estreia no México.
O avançado francês, de 30 anos, jogou apenas 382 minutos em 12 partidas do torneio Apertura 2025 e não conseguiu marcar qualquer golo pelo Monterrey.
"Deve ser complicado para um jogador estar num país com outro idioma, por vezes a comunicação é difícil, mas conhecemos a sua qualidade e vemos que está muito bem, treina com grande vontade e é muito profissional. Esperamos que consiga dar o seu melhor, pois é fundamental para nós", disse Jorge Rodríguez, médio argentino dos Rayados.
Mora, a esperança mexicana
Com o Mundial já muito próximo, a seleção mexicana vai acompanhar de perto a maior esperança do futebol local: Gilberto Mora, médio do Tijuana, que procura afirmar-se na primeira divisão.
Com 17 anos e 44 jogos em três torneios de liga desde a sua estreia em 2024, Mora tem mostrado de forma consistente o seu talento e recebido muitos elogios.
"Tem qualidade, joga como um adulto, aguenta os choques, aparece na área, desdobra-se como médio e é forte nas bolas paradas", analisou Antonio Mohamed, treinador argentino do Toluca.
Mora, cuja transferência para a Europa parece iminente, poderá garantir um lugar no Mundial com a seleção mexicana, onde se abriria espaço para um jogador naturalizado: o espanhol Álvaro Fidalgo, médio do América.
Fidalgo em busca do Mundial
Fidalgo chegou ao América em 2021. É considerado o melhor legado deixado pelo treinador argentino Santiago Solari.
O espanhol, de 28 anos, foi peça fundamental para que as Águilas se tornassem tricampeãs sob o comando do técnico brasileiro André Jardine (Apertura 2023, Clausura 2024, Apertura 2024).
Fidalgo obteve a nacionalidade mexicana em 2024 e em 2026 completa cinco anos no futebol mexicano, tornando-se assim elegível para o selecionador do Tri, Javier Aguirre.
"Se tem qualidade e é mexicano, entra... não tenho motivo para lhe fechar a porta", afirmou o Vasco sobre a possibilidade de convocar Fidalgo.
