Em declarações aos jornalistas no final da reunião da Câmara, João Azevedo lembrou que a presença do Académico de Viseu no escalão maior do futebol português já não acontece desde a época 1988/89 e, por isso, era há muito aguardada.
“São demasiados anos fora do primeiro patamar do futebol profissional em Portugal. A subida do Académico traz-nos um grande ambiente desportivo, económico e turístico. É muito importante para a região que possamos ter dois clubes na Liga, o Académico do Viseu e o Tondela”, considerou.
No entanto, disse que o estádio do Fontelo não cumpre os critérios necessários para que seja certificado para a Liga, mas que a autarquia e a SAD do Académico já têm estado em conversações de forma a ultrapassarem esse problema.
“Vamos criar condições que são da nossa responsabilidade e a SAD do Académico de Viseu vai assumir as suas responsabilidades no âmbito do contrato de arrendamento” que tem com a autarquia, assegurou.
João Azevedo sublinhou que a subida do Académico de Viseu à Liga é “um feito histórico”, que deixa o executivo motivado “para continuar a trabalhar na criação de infraestruturas”.
A curto prazo, será preciso, por exemplo, fazer melhoramentos ao nível do estádio, das acessibilidades, da segurança e do acolhimento das equipas visitantes, dos adeptos e dos sócios.
Posteriormente, “numa campanha de investimento ao longo dos próximos anos”, muitas mais obras terão se ser feitas, de forma a “transformar o Estádio do Fontelo num pequeno grande recinto desportivo de qualidade ao nível do que há em Portugal na Liga”.
“O Fontelo esteve parado 35 anos, não podemos agora mudá-lo em três meses”, frisou João Azevedo, que foi eleito nas últimas autárquicas, derrotando o social-democrata Fernando Ruas.
O Académico de Viseu ocupa atualmente o segundo lugar da Liga 2, com 44 pontos em 24 jogos.

