A trivela que fez cair um muro: Benfica vence Portimonense (4-0)

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A trivela que fez cair um muro: Benfica vence Portimonense (4-0)
Atualizado
Rafa bisou e assistiu
Rafa bisou e assistiu
Opta by Stats Perform, AFP
Depois de uma primeira parte que deixou algumas dúvidas quanto à estratégia de Roger Schmidt em arrancar novamente sem um ponta-de-lança de raiz no onze titular, o Benfica garantiu uma vitória gorda na etapa complementar, em que tudo começou em Rafa (bisou e fez uma assistência), o homem designado para liderar o ataque. Uma exibição para recuperar a confiança antes do dérbi com o Sporting, na Taça de Portugal.

Reveja aqui as principais incidências

De regresso de Toulouse, Roger Schmidt voltou a ensaiar alguma rotação no Benfica. Alexander Bah e Orkun Kokçu entraram nas escolhas iniciais, com Tengstedt (baixa por sintomas febris) e Morato saíram das escolhas iniciais. À semelhança do que tinha acontecido na partida anterior com o Vizela, João Mário voltou a fazer dupla com João Neves no meio-campo, mas desta feita foi o médio turco a jogar numa posição mais avançada, em apoio a Rafa.

Paulo Sérgio fez apenas duas mudanças no Portimonense em relação ao empate com o Vitória SCIgor Formiga (opção) e Lucas Ventura (suspenso) cederam os lugares a Gonçalo Costa e Guga, ambos nas laterais defensivas.

Homenagens

Antes do apito inicial, e durante, o jogo ficou marcado por sentidas homenagens. Ainda a bola não tinha começado a rolar, os dois conjuntos perfilaram-se no meio-campo para um minuto de homenagem a Artur Jorge (antigo jogador e treinador das águias) e Rui Rodrigues (antigo jogador). Aos 4 minutos, António Silva (que enverga a camisola 4) foi alvo de um aplauso das bancadas da Luz, uma homenagem ao facto de perdido o avô materno recentemente. Mais tarde, aos 87 minutos, João Neves recebeu o carinho da família encarnada depois de ter visto a mãe sucumbir a doença prolongada.

As notas dos jogadores
Flashscore

Teste parte VI

O anúncio dos onzes trouxe, certamente, um motivo de apreensão para os adeptos do Benfica. Pela sexta vez esta época, Roger Schmidt entrou em campo sem um ponta-de-lança de raiz, sendo que Arthur Cabral e Marcos Leonardo aguardavam no banco a possibilidade de entrar.

Os resultados da experiência forma mistos. Com FC Porto (Supertaça) e Inter (Liga dos Campeões) os jogos acabaram em derrota, com Arouca (Taça da Liga) e Chaves (Liga) os encarnados somaram os três pontos, em Guimarães, com o Vitória SC (também no campeonato) saldou-se por um empate.

Contudo, mais do que os resultados (e convém não esquecer que é sempre o mais importante no futebol) saltaram à vista as exibições menos conseguidas e a alguma dificuldade encarnada a atacar a baliza contrária. E no primeiro tempo foi visível novamente esse problema num teste que à 23.ª jornada da Liga não pode deixar de causar estranheza, sobretudo num plantel onde a qualidade dos pontas-de-lança está a levantar cada vez menos questões.

O posicionamento do Benfica sem avançado
Opta by Stats Perform, SL Benfica

Diante de um Portimonense sólido defensivo (a marca de Paulo Sérgio), o Benfica sabia que Rafa emparedado no meio de um trio de centrais altos (Tornich, Pedrão e Relvas) poucas hipóteses teria pelo ar, sendo que procurou sempre os cruzamentos atrasados para provocar perigo.

É assim que tem a melhor hipótese da primeira parte. Aos 9 minutos, Neres e Aursnes combinam pela esquerda, Di María falha o desvio ao primeiro poste e Kokçu aparece na marca de penálti, isolado, mas não consegue bater Nakamura.

O guardião nipónico, de resto, não foi obrigado a muito trabalho, mas sempre que foi preciso correspondeu com grande classe e só foi preciso aos 31 minutos, perante Otamendi ao segundo poste, e aos 45 minutos, quando Di María disparou à entrada da área. Depois, Rafa (36 minutos) fez um chapéu de aba larga e Neres (39 minutos) viu Pedrão substituir o guarda-redes após um cruzamento.

Ao intervalo existia um sentimento de alguma ansiedade na Luz. Não havia dúvidas: o Benfica estava no comando do jogo, sereno, sem grandes percalços, mas faltava o que dá cor ao jogo, o golo.

Os números da partida
Opta by Stats Perform

Quatro minutos infernais

A segunda parte começou com uma pequena alteração que teve benefícios quase instantâneos. Percebendo o bloco muito recuado do Portimonense, os médios do Benfica começaram a procurar a entrada da na área e foi assim que surgiu o primeiro golo da partida.

Numa incursão de João Mário, lançado por Di María, a defesa do Portimonense perdeu o sentido de orientação e Bah descobriu Rafa (55 minutos) sozinho ao segundo poste que com uma trivela colocou a bola no fundo das redes.

Foi o início de uma avalanche ofensiva. A defesa do Portimonense sentiu necessidade de avançar e com espaço o Benfica mostrou-se completamente letal. Aos 57 minutos, Kokçu descobriu David Neres, o brasileiro ganhou em velocidade a Pedrão e Guga, tirou Nakamura do caminho e colocou a bola no fundo das redes, desviando o olhar, na melhor exibição de Ronaldinho.

Aos 59 minutos foi a vez de Di María inscrever o nome na lista dos marcadores. Numa nova saída rápida para o contra-ataque, Rafa descobriu o argentino com um cruzamento de trivela e Nakamura foi batido pela terceira vez no início de noite em Lisboa.

Cabeça em Alvalade

A vantagem de 3-0 e um Portimonense que parecia manifestamente incapaz de ameaçar a noite tranquila de Trubin permitiram a Roger Schmidt gerir a última meia hora de jogo. João Neves teve um raro descanso (saiu aos 66 minutos), David Neres também descansou por volta do mesmo tempo, António Silva e João Mário também viriam a sair à entrada para os 10 minutos finais.

Aproveitando um menor ritmo de jogo, o Portimonense foi tentando chegar-se mais à frente. Hélio Varela conduziu os ataques, Tamble Monteiro também tentou emprestar velocidade na estreia da Liga (que durou 10 minutos, devido a lesão), mas Trubin só por uma vez foi chamado a trabalhar e devido a um cruzamento transviado.

Em sentido contrário Rafa Silva acabou com qualquer dúvida (poucas, certamente) que pudessem existir relativamente ao resultado, quando aos 75 minutos fez o quarto golo das águias e deu tom de goleada aos três pontos.

O apito final de Miguel Nogueira fez as bancadas da Luz, pintadas com mais de 57 mil adeptos, erguerem-se em aplausos.  Depois de um sentimento agridoce em França, onde a passagem contrastou com uma exibição menos conseguida, o Benfica voltou a ser feliz na Luz, onde soma 10 golos nos últimos dois jogos para o campeonato, que lideram com 58 pontos (o Portimonense ocupa o 14.º posto, com 22 pontos).

Acima de tudo, um tónico importante antes do dérbi com o Sporting, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. 

Homem do jogo Flashscore: Rafa Silva (Benfica).

Os números finais da partida
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